REFÚGIO

comunicação, tecnologia e outros devaneios

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Quem quer ser um jornalista?

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Mudar o mundo. Essa era a primeira idéia que tinha na cabeça quando decidi virar jornalista. Se bem que tinha a parte de um dia virar apresentador de um telejornal importante e poder dar “boa noite” para milhões de pessoas. Mas a essência do negócio era poder fazer a diferença na sociedade em que vivo. Algo que soava imponente, heróico, com a idéia que poderia levar o mundo nas mãos.

O caminho que fiz para me tornar jornalista foi através de uma faculdade, porque na época da minha decisão não havia alguns detalhes que hoje permitem pular essa etapa. Nesse tempo encontrei muitas provações para a minha idéia de mudar o mundo. A maioria delas desconstruiu, obliterou e fez migalhas dos modelos e dos dizeres comuns, de quem “não faz parte do meio” – concepções que você que está lendo agora pode também ter.

Em primeiro lugar, aprendi que jornalistas não são aqueles que vão mudar o mundo sozinhos. Isso foi um tapa na cara do meu sonho de me tornar um tipo de Clark Kent. Muitos representantes da profissão têm o ego inflado, mas não passamos de meros relatores do cotidiano. Na verdade, a nossa importância está em ser a conexão entre as partes envolvidas, traduzir e contextualizar a informação, deixar claro para a dona Maria como que a mudança na alíquota nacional do tal Ministro vai mudar o orçamento da sua casa.

Com o passar dos anos de faculdade, aprendi que a liberdade de expressão existe sim, mas para ela ser efetiva depende de quem ela incomoda. Não há mais (tantas) mortes e torturas contra jornalistas. O que há agora é o cerceamento através de demissões, cortes de salários e desmoralização dos profissionais. E sabe o que é pior? Muito pouco disso chega ao grande público, porque são raras as vezes que jornalistas são a notícia.

Muita desmotivação para continuar como jornalista? Pois no mês que eu iria retirar meu diploma um cara do alto governo disse que não precisava mais estudar para ser jornalista. Muitos colegas e eu nos sentimos roubados em um primeiro momento, pois mais de quatro anos estudando se tornaram irrelevantes oficialmente.

Há um ano sou jornalista por formação. Enfrento todos os desafios que foram alertados na academia. E por que eu continuei mesmo com todos esses detalhes? Porque aprendi nesse contato com os mais diversos níveis sociais, na teoria e na prática, que jornalistas não podem mudar o mundo, mas podem ajudar as pessoas certas a entender a importância da mudança.

Written by Joel Minusculi

abril 7, 2010 at 1:46 pm

Como conseguir seguidores e alienar o público

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Piratasdotwitter

O Twitter no Brasil foi movimentado por mais uma campanha de top hashtag na noite de 29 de junho. Depois do movimento #chupa @aplusk, agora o alvo foi o ex-presidente e atual senador brasileiro José Sarney (DEM-MA). A palavra de ordem #forasarney estava relacionada com os escândalos relacionados ao político. Em mais um movimento coletivo, a hashtag de Sarney alcançou o segundo lugar nos trending topics. Dessa vez, diferente do caso #chupa (manifestação espontânea e popular), o #forasarney foi encabeçado por “celebridades” da mídia brasileira.

Um grupo de “celebridades” decidiu fazer mobilizações pelo Twitter, com a intenção de fazer suas idéias serem redistribuídas (retwittadas) e forçar a entrada de termos nos trending topics. Com isso foi criado o perfil coletivo no Twitter chamado “Os Piratas”, que conta com a participação do ator Bruno Gagliasso, o cantor Junior Lima (da extinta dupla Sandy & Junior), o apresentador do “CQC” Marco Luque, o também apresentador do programa “Pânico” Rodrigo Vesgo, o amigo dele Pedro Tourinho e o VJ da MTV Felipe Solari.

A primeira ação do grupo começou às 22h30 minutos no dia 29 de junho e contou com a adesão de milhares de tuiteiros do Brasil – muitos deles fãs que migraram atrás dos ídolos no mundo online. Além de conseguir colocar o #forasarney em segundo lugar nos trending topics até 1h do dia 30 de junho, as “celebridades” ganharam espaço em sites de fofocas e que acompanham suas vidas.  Além disso, milhares de perfis de pessoas “comuns” mudaram seus avatares para a bandeira “pirata” e replicaram os twittes dos famosos.

O fervor nas quase três horas de movimentação pelo #forasarney foi tão grande, que as “celebridades” brasileiras começaram a apelar entre elas e para as internacionais. Nessa hora, @aplusk foi rogado como um santo em uma decisão de campeonato de futebol. Teve de tudo: gente usando credencial de VJ da MTV, outros fazendo discurso ideológico e até quem apelou para o poder de influência do astro americano. O detalhe foi que @aplusk não se comoveu pelos do movimento e justificou de uma maneira simples: nada disso interessava para ele e quem deveriam se mobilizar eram os brasileiros por conta própria – foi quase como se @aplusk tivesse direcionado um #chupa educado aos @twpiratas. E ainda teve gente que achou o cúmulo alguém de fora do país, que não sabe quem é José Sarney, não ter usado sua influência para divulgar uma hashtag que só diz respeito ao Brasil.

É interessante perceber o poder de alcance dessas “celebridades”, ao ponto de qualquer coisa que escrevem ser replicada no Twitter milhares de vezes. Manipular as hashtags foi encarado como um jogo por aqueles que deveriam usar sua influência para construir redes sociais empenhadas, independente da posição da palavra de ordem. Enquanto isso, milhares de pessoas “comuns” seguiram cegamente os dizeres de seus “ídolos”. Dessa vez o alvo, #forasarney, não tinha muitos motivos para se defender (pois cada vez mais mostra-se culpado). Mas o que será da reputação do conteúdo das redes sociais quando essa brincadeira causar um dano sério?

Joel Minusculi
Que não gosta de gente que quer brincar, mas não sabe como e inventa as próprias regras

Written by Joel Minusculi

junho 30, 2009 at 6:07 pm

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E agora, Jornalista?

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Acho que demorei em escrever este texto. Talvez pela minha rotina apertada, ou quem sabe o efeito colateral na minha lógica de não ter assimilado a decisão do STF. Tento ser forte, mas o desânimo insiste em ressoar no inconsciente e retumbar em cada lembrança de quatro anos e meio de faculdade de Jornalismo. Tudo parecia ter caído junto com o diploma na noite de 17 de junho de 2008.

Sou formando em jornalismo e, mesmo assim, não me sinto totalmente preparado para encarar grandes responsabilidades no mercado de trabalho. Fiz estágios, projetos de pesquisa, virei noites em trabalhos elaborados para apresentar em aula e, até mesmo, fui ao “fronte” do dia-a-dia encarar pessoas para matérias.

Pensando bem, acho que é besteira ter essa insegurança. Se eu não tivesse feito faculdade, e ido direto para o mercado de trabalho, não precisaria me preocupar com os elaborados processos comunicacionais que envolvem publicar uma matéria. Aliás, nem precisaria pensar. Era só entrar na redação e seguir as ordens de alguém mais velho que estivesse lá dentro. Fazer a mesma coisa, não reinventar. A segurança do marasmo é confortante.

Para que saber o que é um lead? Ou quais são os componentes de um processo comunicacional? Ou entender meu público alvo? Certamente um jornalista da redação vai ter tempo de sobra, em sua rotina perpétua, para parar tudo o que estiver fazendo e me ensinar, de graça, isso tudo. Jornalista não tem muito o quê se preocupar mesmo, porque hoje em dia a maioria só “chupa” tudo das assessorias. Aliás, se eu não tivesse feito faculdade, teria economizado todo o dinheiro investido, que seria suficiente para comprar um carro popular.

Qualquer pessoa pode escrever (desde que esteja alfabetizada, pelo menos). Qualquer pessoa pode fazer perguntas para os outros. Qualquer pessoa pode ir atrás de informações. Mas me pergunto: qualquer um sabe organizar tudo isso da melhor forma? Apresentar o conteúdo no “ponto” certo para as pessoas lerem? Ter o cuidado de não explorar o sofrimento alheio? O pior é que nem os jornalistas mesmo estão preparados para isso, pois eles se conformam em ser consumidos pela repetição, que Gilmar Mendes alegou ser a única coisa necessária para ser jornalista.

A não obrigatoriedade do diploma de jornalista é um incentivo à estagnação, a não atualização, a falta de novas visões de desenvolvimento das práticas comunicacionais. Mas quem sou eu para pregar isso, já que aprendi só isso em quatro anos e meio, e os juízes do STF derrubaram isso tudo em alguns meses de discussão.

Joel Minusculi
Que, mesmo desacreditado pela mais alta instância do poder judiciário brasileiro, valoriza tudo o que aprendeu nos quatro anos e meio de faculdade de jornalismo. Além disso, ao final de tudo, vê nisso uma oportunidade de mostrar que o diploma vale sim, e vai lutar no mercado de trabalho para provar isso

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Você precisa ler também:

> Por que ainda estudar jornalismo?

> Diploma obrigatório caiu, e agora?

Written by Joel Minusculi

junho 22, 2009 at 6:49 am

Publicado em Opinião

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Wolverine – Origem

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Retirar um personagem das retículas dos quadrinhos e dar vida em quadros por segundo é uma tarefa de grande responsabilidade, ainda mais quando a figura em questão já alcançou a fama através de uma personalidade forte e marcante. X-Men Origens: Wolverine (2009) estréia justamente com a intenção de contar a história do baixinho mais invocado da editora Marvel Comics. Além disso, a produção tem o desafio de adaptar uma história sob o olhar atendo de uma legião de fãs que acompanham os passos de Wolverine desde seu surgimento.

01

Nos quadrinhos

Antes de analisar qualquer aspecto cinematográfico é preciso entender quem é Wolverine. Ele apareceu pela primeira vez no mundo dos quadrinhos como um mero coadjuvante, ao enfrentar o gigante esmeralda Hulk em Incredible Hulk #180. Lançada em outubro de 1974, a história criada pelo escritor Len Wein e pelo diretor de arte John Romita apresentou ao mundo uma arma projetada para dilacerar o que encontrasse pela frente. Nessa mesma edição, os aficionados em quadrinhos conheceram a chamada Arma X.

O mutante das garras afiadas poderia ter caído no esquecimento, caso seus criadores não tivessem colocado-o, mais tarde, em uma equipe especial para resgatar a equipe original dos X-Men (que era formada apenas pelo Ferra, Garota Marvel, Homem-de-Gelo, Ciclopes e Anjo, além do Professor Xavier). A partir disso, Wolverine conquistou fãs com sei jeito truculento e de bad boy – o clássico anti-herói, que resolve os problemas à sua maneira –, além de um espaço garantido da equipe dos Novos Mutantes do X-Men.

A falta de memória foi o jeito mais fácil de moldar gradativamente a personalidade de Wolverine, através da aprovação do público e o desenvolvimento das histórias como um todo. Sua origem sempre foi um mistério para os fãs, que conheciam poucos fragmentos de sua história. Por isso, os arcos mais famosos do mutante são os que tentam traçar o passado de Wolverine. Um dos mais famosos é o Arma X, que mostra como o governo aproveitou o fator de cura acelerada do mutante, para implantar o metal mais resistente do planeta: o adamantium (um procedimento cirúrgico que mataria qualquer outro).

02

No cinema

A Fox, detentora dos direitos autorais para a produção de X-Man, viu o sucesso da franquia dos mutantes, especialmente Wolverine, nos cinemas e quis dedicar filmes solos para os mutantes. No primeiro, de uma série que seguirá com o filme da origem do Magneto, a empresa faz uma aposta arriscada: colocar um diretor como Gavin Hood (sem nenhum filme memorável no currículo) para preencher as lacunas da vida de um personagem famoso e ainda assim fazer sucesso.

No filme é contada a infância de Logan, quando manifesta pela primeira vez seus poderes e como enfrenta a luta com seu animal interior. Além disso, uma revelação nunca antes cogitada nos quadrinhos é apresentada, através de um parente direto de Wolverine – nesse caso, a liberdade de criação de uma adaptação para o cinema tornou até interessante a relação entre os irmãos mutantes, mas ficou superficial, ao não tratar do nome nascença de Logan (tratado nos quadrinhos Origem).

A história principal é focada no experimento Arma X, deixando para um rápido resumo de 15 minutos no prelúdio e nos créditos iniciais o começo da vida de Logan. Já adulto e integrado em uma força especial, Wolverine começa a questionar a razão de ser apenas uma arma na mão do governo. Na tela, as cenas de luta e pancadaria encantam os fãs de ação. Mas o excesso faz dos personagens apenas bonecos, como na cena inicial, em que o grupo de super-agentes invade um prédio, mata todos e só depois pergunta sobre o que procuravam. Nos quadrinhos, os métodos do governo em conseguir as coisas são mais sutis.

Outro aspecto que o filme peca no excesso é nas aparições especiais. Muitos personagens importantes para a história surgem e desaparecem de forma rápida, superficial, apenas para marcar presença. É como se com isso fossem criadas pontas para outros filmes. Mas o resultado é a superficialidade, como na história de Gambit, que é forçado a mostrar a localização de uma base secreta e, do nada, passa a ajudar Wolverine.

A organização Arma X ficou restrita ao sonho de William Stryker em busca de um soldado perfeito, quando, nos quadrinhos, é um projeto militar com influência em vários meios e de escala muito maior. No filme ficou claro como Stryker usa a filosofia dos fins justificam os meios, para convencer Wolverine a participar das experiências. Nesse ponto, o filme consegue mostrar muito bem o contraste e o conflito entre o animal Wolverine, e sua sede de sangue e vingança, e o homem Logan, preocupado com um amor e a vida simples.

As cenas de ação são bem coreografadas e o cuidado com figurinos e efeitos especiais deixa o filme com uma bela estética. Porém, Hollywood parece esquecer que muitas luzes não são suficientes para fazer brilhar um roteiro obscuro e apagado. Isso fica evidente quando se presta atenção na motivação dos personagens em suas ações, que simplesmente acontecem sem motivos claros, e nas ligações entre os personagens sem motivos.

A impressão final é que a produção de Wolverine: Origens tentou condensar quase 30 anos de histórias nos quadrinhos em 107 minutos, quando, na verdade, deveria adaptar as informações que tinha para a linguagem do cinema e focar apenas uma origem – a do protagonista das garras de adamantium. O filme é bom por ser o primeiro a tentar contar uma história tão nebulosa quando a de Logan. Mas para os fãs parece que os produtores sofreram do mesmo problema de amnésia que o herói, ao deixar de lado e tratar de forma tão superficial a origem de Wolverine.

Joel Minusculi
Que esperava bem mais do filme

Written by Joel Minusculi

maio 4, 2009 at 6:08 pm

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Watchmen – A Crítica

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Esqueça Batman, Homem-Aranha ou Super-Homem. Essa história não é simplesmente o esquema do “mocinho que enfrenta vilão para salvar o dia”. Além disso, a forma de apresentação da grafic novel escrita por Alan Moore e ilustrada por David Gibbons, que serviu de base para o filme, foi considerada “infilmável” por muitos fãs da nona arte. Não bastasse, foram quase vinte anos até que a idéia saísse do papel, passasse por brigas judiciais pelos direitos autorais e fosse parar nos cinemas. Porém, agora, os vigilantes de Watchmen (Watchmen, 2009) estão sob o olhar do mundo inteiro.

No filme é mostrada uma versão alternativa da América: Richard Nixon é eleito pela terceira vez, ao mesmo tempo em que os Estados Unidos venceram a Guerra do Vietnã (com a ajuda do Dr. Manhattan) e a Guerra Fria está a ponto de se tornar bem quente com as ogivas nucleares da União Soviética. Para piorar, o presidente institui um ato que proíbe qualquer justiceiro mascarado de atuar, principalmente depois dos problemas com os Minutemen. Enquanto isso, um antigo herói e arma do governo, o Comediante, é assassinado. Mas dessa aparente ocorrência policial comum, o antigo companheiro Rorschach vê uma trama de conflitos e conspirações que vai além de somente uma morte.

Das três tramas que fazem parte da grafic novel original, somente o conflito dos Watchmen foi mantida. Uma delas, os quadrinhos dentro do quadrinho dos Contos do Cargueiro Negro, vai ser lançados em forma de animação direto em DVD. Já a cronologia dos Minutemen, os antecessores dos Watchmen, é resumida de forma muito criativa e original nos créditos iniciais. Essa seqüencia, de pouco mais de cinco minutos, mostra do auge a decadência do primeiro grupo de heróis que fizeram parte dos grandes fatos históricos dos Estados Unidos.

Watchmen não é um filme de heróis convencional. Os vigilantes com grandes poderes são afetados pela sua responsabilidade. Tanto, que só o perfil psicológico de cada um renderia um estudo de caso. O elenco de atores pouco conhecido consegue passar a carga de dramaticidade de seus personagens, apesar de ser mostrado pouco da história pessoal de cada um. Quem não conhece os personagens pode ter um pouco de dificuldade para entender suas motivações. O filme também não é para qualquer um ver: cenas de violência, carnificina, ossos expostos, sexo, estupro e pouca consideração com a humanidade fazem parte da trama – para se ter uma idéia, a classificação do filme no Brasil é de 18 anos.

Para essa que é uma das mais audaciosas adaptações dos cinemas, os produtores de Hollywood apostaram em alguém que já se saiu bem em outro filme do gênero. Zack Snyder repete a fórmula usada em 300 e imprime seu estilo ao transformar quadrinhos em cenas. Ao exemplo do que fez com os espartanos, Snyder usou os desenhos de Gibbons praticamente como um storyboard, em uma fidelidade impressionante de poses e cenários. Também como na batalha de Termópilas, o diretor abusou da câmera lenta para valorizar a ação, mas o resultado final é interessante (destaque para o recurso usado na seqüencia da morte do Comediante, no início do filme).

Como outras adaptações para o cinema, o filme Watchmen não consegue passar para a tela toda a complexidade da trama criada por Alan Moore (tanto, que o autor não quis seu nome nos créditos). Não bastasse, o desfecho foi alterado, o que imprime a reinvenção que muitos diretores de adaptações gostam de arriscar. É uma história que tenta ser o mais fiel possível com a original, para agradar os fãs, e simples, para atingir um público diferente. O resultado final é uma ótima história, que não terá a popularidade que outros heróis tiveram, mas sacia parte dos fãs que esperaram tanto para ver esses heróis em carne e osso.

Joel Minusculi
Que confessa: a primeira vez que leu os quadrinhos não gostou

Written by Joel Minusculi

março 8, 2009 at 6:35 pm

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Durante o primeiro ano

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Cada dia que um blog continua na internet significa que a sua razão de existir não é em vão (pelo menos para os visitantes). Melhor ainda quando há o retorno da prática através de um número razoável de visitas ou comentários. Assim vejo e toco adiante, junto com os outros editores, o Pega no meu Blog o espaço criado sem muita ambição, mas com muita dedicação.

O blog surgiu antes de seu primeiro dia de registro (dia 28 de maio). Suas bases estavam nas conversas entre os idealizadores (Sal, Willian e eu). Os planos começaram a ser traçados em uma discussão de calouros empolgados no começo da faculdade. Durante “bum” da blogosfera em 2005. Uma conversa séria e ao mesmo tempo descontraída em um apartamento de praia em Gravatá. Uma palestra de um jornalista que se aventurou nos blogs. Além do exemplo de um blog de um mestre bem próximo.

Juntar as idéias e começar a publicar foi só o primeiro passo. A partir do momento que a “coisa andava”, foi necessário certo nível de dedicação de todos os envolvidos. Tanto que, nesse primeiro ano, tivemos a rotatividade de seis editores – desde já, um agradecimento especial para aqueles que já ocuparam os cargos. Da equipe inicial somente três ainda persistem.

O Pega no meu Blog cresceu. Alcançamos um razoável número de visitas. Tivemos dificuldades sim, principalmente os compromissos reais e alguns bloqueios sofridos. Isso pode ter interrompido a periodicidade dos posts, porém, mesmo assim, a gente sempre dava um “jeitinho”.

O que muito ajudou também, penso eu, foi minha afinidade com o mundo virtual. Sei lá. Desde que descobri o potencial da “tal tecnologia” me encantei. E assim que vejo que uma coisa que fazemos deve ser: um retorno prazeroso.

Joel Minusculi
Que tem orgulho de ser blogueiro

Written by Joel Minusculi

maio 28, 2008 at 5:39 am

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O que é isso, Big Brother?

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A oitava edição do Big Brother Brasil está no ar. O programa que mostra o cotidiano de 14 pessoas confinadas em uma casa é a principal atração da Rede Globo e motivo de discussão popular. No final somente um vencedor, as regras são definidas, mas o que importa é a manha de cada participante para conquistar público e aliados dentro do confinamento. Mas afinal, o que isso tem de importante?

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Written by Joel Minusculi

janeiro 10, 2008 at 9:00 pm