REFÚGIO

comunicação, tecnologia e outros devaneios

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Afinal, eles são homens ou ratos?

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A capa dessa semana da revista Veja não teria nada de mais, se não fosse um trecho de um livro que estou lendo:

Malandragem é a especialidade dos humanos. Eles têm um entusiasmo tão grande pela malandragem que ficam enganando uns aos outros o tempo todo, e até elegem governos para fazer isso por eles. (página 11). 

A passagem é do livro O Fabuloso Maurídio e seus roedores letrados, de Terry Pratchett. A história é uma versão diferente do conto do rateiro flautista, em que um gato comanda uma horda de ratos e um menino flautista para aplicar o golpe em várias cidades. Quando eu acabar de ler faço a resenha completa. Por enquanto, pela revista e pelo trecho do livro, é possível perceber que muitos ficam na dúvida quando questionados se são ratos ou homens…

Joel Minusculi
Que, por essas e outras, gosta de entender a realidade pela fantasia.

Written by Joel Minusculi

agosto 15, 2007 at 12:34 am

Publicado em Devaneio, Fragmentos

Trechos para uma noite a dois

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I’ve gotta tell you what a state I’m in
Tenho que te contar em que estado estou
(Coldplay – Warning Sign)

I know who I want to take me home
Eu sei quem eu quero que me leve pra casa
(Semisonic – Closing time)

I can hear you singin’ to me in my sleep
Eu posso ouvi-la cantando para mim em meu sono
(Semisonic – Singin’ in your Sleep)

Nobody knows it but you’ve got a secret smile
And you use it for me

Ninguém sabe, mas você tem um sorriso secreto.
E você o usou para mim.

(Semisonic – Secret Smile)

You don’t know how lovely you are
Você não sabe o quão amável você é
(Coldplay – The Scientist)


Semisonic – Singin’ in your Sleep

 

Written by Joel Minusculi

junho 26, 2007 at 10:14 pm

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A sala foi encolhendo sem parar, até que a menina que roubava livros pôde toar nas estantes, a poucos passinhos de distância. Correu o dorso da mão pela primeira prateleira, ouvindo o arrastar de suas unhas deslizar pela espinha dorsal de cada livro. Soava como um instrumento, ou como as notas de pés em correria. Ela usou as duas mãos. Passou-as correndo. Uma estante encostada na outra. E riu. Sua voz se espalhava, aguçada na garganta, e quando ela enfim parou e ficou postada no meio do cômodo, passou vários minutos olhando das estantes para os dedos, e de novo para as prateleiras.

Em quantos livros tinha tocado?

Quantos havia sentido?

Morte, no livro A menina que roubava livros (Intrínseca, 2007), de autoria do Markus Zusak

 

Agora são quase 10 da noite, e estou ficando com muita fome, e isso sempre me deixa mal-humorado…

Apesar de, neste caso, ser bem difícil eu conseguir ficar pior. Estou indo atrás da senhorita raio de sol e de um sádico esquisito cuja idéia de diversão é… Bom, foi o que me disseram, quer dizer, não sei se é verdade…

Falaram que ele pegava gatinhos, colocava em latas de lixo e botava fogo.

E todas as garotas que conheço acham que ele é, tipo, sexo puro vestindo jeans. Como é que elas podem gostar de um tipo desses.

Ninguém gosta de mim assim.

E que diabos estou fazendo aqui?

Alguém seguindo a Morte, no livro Morte (Conrad, 2007), de autoria do Neil Gaiman

Written by Joel Minusculi

junho 23, 2007 at 12:07 pm

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A exemplo do antigo refúgio, aqui vão alguns fragmentos das minhas leituras recentes de cabeceira.

 

AS TRÊS PALAVRAS MAIS ESTRANHAS
Quando eu falo a palavra Futuro,
a primeira sílaba já pertence ao passado.
Quando eu falo a palavra Silêncio,
o destruo.
Quando eu falo a palavra Nada,
crio algo que nenhum não-ser comporta.

 

 

Wislawa Szymborska, na revista Piauí de Maio de 2007

 

Já o mindinho esquerdo, pobrezinho, como sofre. O contrabaixo, todos sabem, tem cordas muito espessas. E o braço do instrumento é enorme. Haja fôlego e preparo físico para percorrer tudo aquilo, durante horas, no afã de não deixar cair a pulsação da canção.

 

Bibi Da Pieve, no livro Buscando o seu Mindinho (Objetiva, 2002), de autoria do Mario Prata

 

 

Primeiro, as cores
Depois, os humanos
Em geral, é assim que vejo as coisas
Ou, pelo menos, é o que tento.
Eis um pequeno fato: Você vai morrer.

Com absoluta sinceridade, tento ser otimista a respeito de todo esse assunto, embora a maioria das pessoas sinta-se impedida de acreditar em mim, sejam quais forem seus protestos.

 

Morte, no livro A menina que roubava livros (Intrínseca, 2007), de autoria do Markus Zusak

 

 

Written by Joel Minusculi

junho 16, 2007 at 12:18 pm

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