REFÚGIO

comunicação, tecnologia e outros devaneios

A fábula do cotidiano rotineiro

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Crônica inspirada na música Valsinha, de Chico Buarque. Baseada em como as pessoas se deixam levar por uma rotina e esquecem de ver o resto do mundo.

A maioria dos finais nos contos de fadas sentencia que as pessoas vivem felizes para sempre. Precisam passar por trabalhos e desafios, para provar o mérito da alegria. Uma bela lição passada para as crianças que, infelizmente, crescem e deixam esse a assunto para as próximas gerações. Tudo culpa de uma tal responsabilidades com “coisas de gente grande”, que dilui a sensibilidade na preocupação com os afazeres cotidianos.

A rotina, que sufoca nossas vontades, sistematiza tudo no dia. A gente acorda pensando no final do dia, das atividades no meio tempo, para daí lembrar daquele compromisso, para correr para não se atrasar e, se sobrar um tempo, parar na frente do espelho e conseguir perceber que está na hora de dar um trato na aparência. De tanta coisa, mal sobra tempo para a gente mesmo, quem dirá para as pessoas ao nosso redor.

Se a vida for esquematizada como no um mais um, ela vai ser tão empolgante como uma aula de matemática aplicada. Para combater isso vale até aqueles conselhos clássicos, como fazer ou aprender uma coisa nova por dia. Porém, a resposta não está em só seguir fórmulas, mas sim fazer da sua própria maneira.

Não adianta só acreditar que vai encontrar um pote de ouro no final do arco-íris, ou que vai um príncipe em um cavalo branco vai te levar para longe, é preciso agir. E não importa aquilo que os outros pensam, se o isso que você faz traz sua felicidade sem interferir na dos outros.

Mas se você acha tudo isso uma fantasia como dos contos de crianças, tomara que sobre um espaço em sua agenda para as consultas ao cardiologista que estão por vir. Pense bem, aproveite os bons momentos, para que sua vida não se torne uma moral de história daquelas que as crianças não gostam de ouvir.

Joel Minusculi
Que está enferrujado em escrever crônicas

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Written by Joel Minusculi

maio 29, 2008 às 3:28 am

Publicado em Crônica, Literatura, Música

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