REFÚGIO

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A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS

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Seria mais um drama nos tempos de guerra se A menina que roubava livros (Intrínseca, 2007) não contasse com elementos tão peculiares e cativantes. A história tem requintes de fábula, pontuada de alegrias e medos, com a esperança da protagonista diante da crueldade de uma época. No romance escrito por Markus Zusak, a vida é narrada pela Morte.

Uma pequena apresentação
Morte – A comensal da eternidade (e com o expediente de trabalho no mesmo período), ceifadora de vidas (apesar de não carregar gadanha nem foice), guia das almas para o além (unipresente na Terra) e que veste uma mortalha preta (só em dias frios).

  cenário é uma Alemanha com um Führer – que reparte o cabelo para o lado contrário das outras pessoas e tem um bigode pequeno esquisito – consolidado como líder. Onde um Goebels dita idéias até se tornarem verdades, judeus são perseguidos, a disciplina pela firmação de uma identidade é cobrada e livros são queimados.

A pequena Liesel Meminger, no início com nove anos, começa a sua jornada em um vagão de trem frio e escuro, junto com sua mãe e irmão, quando presencia a primeira visita da narradora. Na oportunidade, quem é arrancado dos braços da mãe pela guia da eternidade é o menino. Assim, logo após o funeral do seu irmão – onde encontra seu primeiro livro – Liesel é tirada dos braços da mãe e encaminhada para uma família adotiva.

Um rótulo para Liesel Meminger
A roubadora de livros

 

A partir disso, a nova moradia da pequena é o número 33 da rua Himmel, na cidade de Molching. Lá ela encontra seus pais adotivos, Hans e Rosa Humberman. Na vizinhança, ela conhece outras pessoas e até mesmo um amigo, Rudy Steiner. Tempos mais tarde, entra na história e na vida da pequena menina Max, que passa a viver no porão da sua casa.

DOIS PEQUENOS SONHOS
Rudy queria ser Jesse Owens
Max queria ser livre

O conto foca as descobertas na vida de Liesel e como as pessoas, até mesmo as mais implicantes, são figuras importantes durante o percurso. Outro ponto é a obsessão tida pela protagonista por livros – mesmo sem ela saber ler no começo da história -, que, mais tarde, se revela em uma bela metáfora sobre o poder das palavras nas mãos das pessoas e como podem salvar vidas.

O autor se destaca com a forma que escreveu a história. A narrativa é leve com idéias curtas e bem pontuadas. O texto flui como uma conversa direta, já que há o apelo direto da Morte em pessoa – ou melhor, em presença -, que instiga o leitor em tempos em tempos. Há também pequenas interrupções estratégicas, com pensamentos da narradora que complementam a linha de pensamento do texto.

UMA VERDADE SOBRE A MORTE
Ela gosta de ser direta, porém, aprecia os momentos.

 

O desfecho pode parecer um tanto drástico e repentino, talvez pela narradora entender desse tipo de fim. Contudo, A menina que roubava livros faz o leitor compartilhar os sentimentos de Liesel, que vão desde a tristeza com a crueldade humana até a cumplicidade em alguns furtos.

Nota do autor:

 

1. Confira no site da Americanas uma ótima promoção na compra desse livro.
2. Caso você não esteja em condições de comprar, mas está com vontade de ler, não roube o livro de ninguém.

Baixe aqui uma versão em PDF.

Joel Minusculi
Que pensa em colocar seus livros dentro de um cofre

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Written by Joel Minusculi

julho 29, 2007 às 7:22 am

Publicado em Literatura, Resenha

2 Respostas

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  1. Olá,gostaria de saber se o livro A menina que roubava livros está inteiro para baixar por aqui?!

    obrigada!

    Camila

    agosto 26, 2007 at 7:33 am

  2. traduzindo, o pdf eh foda pra achar

    care

    agosto 24, 2011 at 5:58 pm


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