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O Ilusionista

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A magia sempre fez parte do cinema, com seu jogo de luzes e efeitos especiais para encantar o público. Na verdade, o que pensamos ser movimento, nada mais é que uma sucessão de quadros em um curto espaço de tempo. Ou seja, tudo não passa de uma grande ilusão aos nossos olhos. A graça está em tentar descobrir a produção e ser enganado nos momentos finais do espetáculo, assim como em O Ilusionista (The Illusionist, 2006).

Em seu primeiro ato, o filme conta a história de Edward Abramowitz, filho de um marceneiro que sonhava em ser um ilusionista. Ainda na infância ele se apaixona por uma menina da alta sociedade, mas acaba separado dela e some por um tempo. Anos mais tarde ele volta como Eisenheim (interpretado por Edward Norton), para assombrar as platéias de Viena com seu espetáculo de mágica.

Como segundo ato, as apresentações de Eisenheim despertam a curiosidade do cético Príncipe Leopold (interpretado por Rufus Sewell). Certo das fraudes, o príncipe vai ao show para desmascarar os truques. Entretanto Sophie (Jéssica Biel), sua noiva e antiga paixão de Einsenheim, dispõe-se a participar de um número. No palco, o mágico e a pretendente a princesa reconhecem sua paixão juvenil e, mais tarde, iniciam um romance clandestino. O príncipe, desconfiado em todos os sentidos, manda o inspetor de polícia (Paul Giamatti) investigar as verdades por trás do trabalho do mágico. Mas os segredos do ilusionista são muito bem guardados.

A recriação do ambiente vitoriano é um dos pontos altos do filme. A época foi marcada por grandes apresentações e ilusionistas, como Harry Houdini. Por isso o período carrega todo um simbolismo nas artes mágicas. Isso tudo é conjugado com a estética usada para a película, em que a apresentação do filme lembra os primórdios do cinema. Para isso a fotografia em sépia, em tons amarelos e vermelhos, e os fades progressivos, que são o escurecimento da tela para particularizar um detalhe, consolidaram a indicação ao Oscar de melhor fotografia.

Edward Norton, como Einsenheim, é uma figura misteriosa e impassível. Além disso, para a gravação do filme, ele recebeu treinamento de David Blane, um dos maiores ilusionistas da atualidade. Tudo isso ajuda na trama do filme, já que a dissimulação é uma das características principais dos ilusionistas e da história.

A realidade é muitas vezes manipulada por toda a ilusão das apresentações. O espetáculo encanta os olhos, mesmo quando o expectador sabe que tudo não passa de artimanhas de produção. E no gran finale, mesmo quando tudo parece perdido, Eisenheim consegue tirar o seu último truque da manga e sair de cena no melhor estilo. Tudo com a magia de ilusionista e do cinema.

O Ilusionista (The Illusionist, 2006)
Roteiro: Neil Burger, baseado em estória de Steven Millhauser
Elenco: Edward Norton, Paul Giamatti, Jessica Biel, Rufus Sewell
Direção: Neil Burger
Duração: 110 minutos
Gênero: Drama

Written by Joel Minusculi

junho 11, 2007 às 4:01 am

Publicado em Cinema

Uma resposta

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  1. Realmente o filme “O ilusionista” é de se emocinar…surpreender…engantar,o público.Com momentos inesplicaveis.
    O romance de Edward com Sphie foi muito lindo !

    Amei o filme.Na minha consepicão um dos melhores.

    Bari

    novembro 17, 2009 at 8:40 am


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