REFÚGIO

comunicação, tecnologia e outros devaneios

300 de Esparta

leave a comment »

A vontade é de levantar da poltrona, improvisar um escudo com o encosto da poltrona, uma lança com um cabo de vassoura e se juntar à formação dos 300 de Esparta. Na adaptação para os cinemas da grafic novel homônima do mestre Frank Miller, o épico da batalha de Termópilas é recriado com elementos fantásticos, sem perder a real mensagem carregada através dos tempos, da história registrada por Heródoto de Halicarnasse: Glória, até na morte.

300 espartanos, sob o comando do seu rei Leônidas (Gerard Butler, de o Fantasma da Ópera em 2004), acompanhados de alguns aliados, marcham até a passagem de Termópilas, na Grécia antiga. Lá, com vantagem de terreno, fazem frente à invasão persa liderada pelo deus-rei Xerxes (Rodrigo Santoro, de Carandiru em 2003).

A história base foi fiel, como o patriotismo espartado, para com os quadrinhos – até porque a direção de Zack Snyder (de Madrugada dos Mortos em 2004) foi escoltada por Miller. O único ponto contestável foi a inserção de um pano de fundo burocrático, criado através da discussão política entre o conselho espartano e a rainha Gorgo (Lena Headey, de Os Irmãos Grimm de 2005). Porém, isso não é suficiente para tirar a glória da produção.

Cada frame de vídeo tem um tratamento especial, justamente pelos quadrinhos terem sido a base de montagem. É como se a história estática de desenhos e palavras ganhasse vida e movimento na tela. O cenário, produzido totalmente por computação gráfica, dá noção de horizonte e serve para transmitir a grandeza dos exércitos. A fotografia, com alto contraste, lembra em muitos momentos os videogames de ação.

A atuação de Butler, como Leônidas, é o ponto alto. Ele é a personificação da maestria espartana, com seu porte calculista e seus brados guturais. As frases de efeitos, tão surradas em trailers e comerciais, fazem o público mudar de posição nas poltronas durante o longa. Tudo isso sem demonstrar sentimentos explícitos, até porque isso é coisa de ateniense.

Os demais membros do elenco também têm seus créditos. Os 300 espartanos formam, como é para ser, uma única massa moldada a cada berro de Leônidas, em perfeita sincronia. As cenas de estocadas e empaladas, com aceleração, slow, closes e abertura de cenas intercaladas, dão a impressão de o espectador estar no meio da batalha. Todos no combate lutam, até mesmo os figurantes ao fundo de cena, com coreografias realistas – destaque para quando Leônidas toma a frente do exercito, até encurralar alguns persas remanescentes no penhasco.

Muito suor e sangue, com poucas lágrimas – até porque lágrimas também são coisas de atenienses. Assim todos os envolvidos, desde a história até a produção, conseguem cumprir o pedido do rei Leônidas, de fazer a história ser lembrada. Milhões de persas não foram capazes de impedir isso. Mesmo assim, alguns “intelectualóides atenienses” de hoje em dia tentam derrubar com palavras os soldados gregos. Inútil, porque ISTO É 300 DE ESPARTA!

300 de Esparta (300, 2007)
Roteiro: Kurt Johnstad, Zach Snyder e Michael Gordon
Elenco: Gerard Butler (Rei Leônidas), Rodrigo Santoro (Xerxes), Lena Headey (Rainha Gorgo), Dominic West (Theron)
Direção: Zach Snyder
Duração: 117 minutos
Gênero: Aventura

Anúncios

Written by Joel Minusculi

junho 11, 2007 às 2:30 am

Publicado em Cinema

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s