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O Código Da Vinci

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Ao ler as primeiras páginas do best-seller de Dan Brown é possível pensar: “Isso daria uma ótima história para o cinema!”. E foi isso que Ron Howard fez ao assumir a direção de “O Código Da Vinci” (The Da Vinci Code, 2006). O diretor, que também assina “Uma Mente Brilhante” (2001) e “O Grinch” (2000), encaixou as peças do roteiro adaptado e tentou traduzir a fórmula criada pelo escritor: um assassinato misterioso dá o pontapé inicial à história, que gira em torno de segredos de organizações secretas, com revelações e reviravoltas ditando o ritmo.

Claro que resumir um livro com mais de 40 milhões de exemplares vendidos pelo mundo não é fácil. Toda a pressão da expectativa, da película igualar ou superar o sucesso do papel, criou um fardo para Ron Howard. Além disso, aquela nuvem negra de comparações que paira as adaptações também encobriu o brilho da produção. Isso fez a grande crítica especializada e o renomado Festival de Cannes vaiarem a tradução do Código nos cinemas.

Entre os pontos obscuros estão as entrelinhas. O caráter psicológico dos personagens, explicado por um terceiro, não fica tão interessante como a narrativa do livro. A censura etária cortou os detalhes fortes da trama. Detalhes pouco aprofundados das obras de arte, fazendo delas meras coadjuvantes. A eterna Amelie Poulan, Audrey Tautou, não conseguiu expressar o ímpeto que a criptógrafa Sophie Neveu tem na história. Os efeitos especiais, quando se desvenda um quebra-cabeça, são idênticos dos usados em “Uma Mente Brilhante”. E 149 minutos não são suficientes para 479 páginas.

Mas não foi isso que a bilheteria, com arrecadação de US$ 650 milhões, pensou. A segunda maior estréia da história, superada apenas por “Star Wars: Episódio III” (2005), tem seu destaque nas atuações do elenco. Tom Hanks, como o historiador Robert Longdon, Paul Bettany, como o assassino Silas e Sir Ian McKellen, como Sir Leigh Teabing, estão perfeitos em seus papéis. Além disso, a relação no filme entre Robert Longdon e Sophie Neveu demonstrou muito mais o amor do cavaleiro pela “rainha”, do que o simples caso amoroso do livro.

Com todas as reviravoltas, tanto na história como nas críticas, é um ótimo filme para ver com os amigos e discutir os pontos altos e baixos depois da sessão. Que gostou da história do filme, vale a pena conferir os detalhes no livro. Para os fãs da obra Dan Brown, o longa serve para ilustrar as belíssimas locações que a trama percorre. Veredicto final: Não conseguiram reproduzir fielmente um Da Vinci, mas chegaram bem perto de revelar o Código.


O Código Da Vinci (The Da Vinci Code, 2006)
Roteiro: Akiva Goldsman, baseado em livro de Dan Brown
Elenco: Andrey Tatou, Tom Hanks, Jean Reno,
Ian McKellen, Alfred Molina.
Direção: Ron Howard
Duração: 149 minutos
Gênero: Suspense

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Written by Joel Minusculi

junho 3, 2007 às 6:37 pm

Publicado em Cinema

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