REFÚGIO

comunicação, tecnologia e outros devaneios

Quando a vida supera a morte

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Conto

Prefácio

Primeiras palavras

Chegue mais perto meu amigo, não se intimide. O que eu tenho para contar é um triste fim que gerou o começo de uma grande jornada. Lorotas e papo furado de um velho solitário na taverna? Histórias simplesmente têm vida e vivem em todos os lugares, fluem por entre os seres e terminam nos ouvidos mais atentos, para assim se perpetuarem pelas eras. E como saber se são verdades? Oras, o que é vida senão a impressão que temos dela? Mas chega de enrolar, que não sou fiandeira, sou sim o portador de um tesouro histórico.

Era uma vez, nem mais do que isso, e o suficiente para o resto. Contam aqueles que ouviram de outros, que no topo das árvores da Floresta do Rubro Entardecer havia muito mais que galhos e folhas. Lá existia uma pequena aldeia de elfos, uma raça mística e filha da natureza como as próprias árvores. Muito pouco se sabe desses seres, que dão ao tempo a mesma importância que simples mortais dão a uma gota de chuva que cai sobre a ponta de seus narizes. Você não sabe como parecem? Pois não será essa a oportunidade que irá saber. O que importa agora é a essência e não a forma.

Sim, “havia” no tempo passado, porque hoje não existe mais e nem se ouve falar dos habitantes de lá. Infelizmente, assim como as flores no inverno, a aldeia desapareceu dos frios registros burocráticos dos tempos. Muitas almas foram perdidas, porém, a lembrança resiste nas palavras de contadores como eu, que aquecem o espírito aventuresco dos ouvintes como você. Apure seus ouvidos e prepare seu coração.

***

 

Capítulo I

Por entre as árvores

Uma pergunta inquieta muitos sábios que tentam entender o mundo: se uma árvore cair no meio da floresta, sem que ninguém veja ou ouça, ela caiu mesmo? Não serei eu que acabarei com esse passatempo. Se você me der algum tempo, posso te contar sobre uma floresta onde caiu parte de uma civilização e nasceu um herói. Sim, eu sei que para você essa queda parece como tantas outras. Mas você sabe como era a vida que havia na Floresta do Rubro Entardecer?

Simples como o desabrochar das flores e tão harmoniosa quando, a comunidade élfica subsistia da caça, pesca e colheita de frutas silvestres. O próprio ambiente da floresta era propício para a boa vida. Árvores que eram como pontes que ligavam a terra às nuvens. Com troncos largos, perfeitos para a construção de cabanas em seus interiores, sem com isso destruir a planta, numa comunhão com a natureza. Os viajantes noturnos contam que, antes da queda, podiam ver luzes emanando de dentro da floresta, como se houvesse grandes vaga-lumes pousados nos troncos das árvores.

A floresta era e ainda é maior do que qualquer selva de pedra e alvenaria que existe. Não se sabe quanto ao certo, só se sabe que foi a muito tempo, mas um tratado institui a tranqüilidade entre elfos e os outros seres. Os habitantes da aldeia não precisavam deixar os seus limites, pois lá havia tudo o que precisavam. Nem ninguém invadiu o solo sagrado dos elfos. E assim foi até certo dia, que é o tema da história. Como assim não parece? Quem está contando a história sou eu, apesar dela não ser minha. Estou demorando em chegar ao fato? Para mim o tempo não importa, inclusive o seu. Se quiser saber, porém…

Mas de volta a floresta, de onde vem a história. O chão de terra era coberto por uma relva que alcançava até metade da canela. Nesse tapete verde, os troncos robustos pareciam pilastras no grande salão do templo da mãe natureza. Dizem que no outono, se você estivesse no meio da floresta, teria a impressão de que as folhas, centenas de milhares delas, seriam como os confetes do retorno do maior herói depois da pior batalha. Na primavera, nenhuma fragrância, produzida pelo mais experiente boticário, se igualava ao aroma de até mesmo uma violeta silvestre. O verão era a estação mais favorável para a caça dos cervos desavisados. Mas foi num inverno que algo, além do frio, chegou.

***

Capítulo II

Para aquecer a alma

A vida parece muito confusa às vezes. Tudo que parece logicamente perfeito pode se perder numa nuvem de caos. Isso acontece no cotidiano e também nas histórias. Nossos medos podem ser proteções. Depende das crenças e do tanto que você acredita. Ou do quanto que você não sabe que existe realmente. Os habitantes da Floresta do Rubro Entardecer descobriram isso da pior forma.

A vila não tinha muralhas, pois não havia grandes predadores, nem perigos selvagens que não pudessem ser espantados pelo aglomerado da aldeia. O que havia de mais feroz eram as abelhas das árvores perto do lago, quando tinham seu mel roubado por um elfo menos habilidoso. A floresta era um verdadeiro refúgio. E para garantir a paz, ainda havia a lenda contada pelo mais velho aldeão, ouvida do pai deste e de cada pai que antecedeu. Ela servia para segurar o espírito desbravador dos jovens e deixar receosos os corações mais descrentes. Uma forma de preservar a vida, pois seu ritmo era bom do jeito que estava. O que o mito prevenia?

Sob a lua dos solstícios de inverno, os habitantes da Floresta do Rubro Entardecer sempre se reuniam em volta de uma grande fogueira. Olhares atentos e ouvidos apurados eram direcionados para a figura do mais velho entre eles, o conselheiro. Essa figura, do qual o nome se perdeu nas entrelinhas das eras, normalmente era jovial e mansa. Mas no tempo em que a história era contada, desaparecia da vila durante o dia e surgia caminhando em meio aos expectadores da fogueira quando o sol desaparecia. Um brilho emanava ao seu redor, talvez vindo do fogo às suas costas, ou quem sabe algo mais. A parte intocada dessa história era assim intimada pelo misterioso sábio:

Chegará o tempo em que voto sagrado irá se quebrar e o céu noturno de vermelho se corar. Um coração covarde irá se perder. Vários corpos irão perecer. Tão certo quanto as flores nascerem na primavera, a última coisa a cair no outono não serão as folhas. Em meio a estas árvores fomos gerados e o segredo da nossa magia deve ser preservado. Enquanto daqui nada ladear, nada haverá do que se preocupar. Mas o mal do mundo está nas más intenções e nos corações fracos. As trevas caiarão do céu, um sopro de vida irá resistir e outro, mesmo morto, o mau irá guiar.

***

conto

Capítulo III

A última noite do outono

Os rumos de cada história são como os caminhos da vida: fios de teias, sendo desenrolados do novelo do destino. O desenrolar pode acontecer de forma contínua e linear, em que se poderá tecer qualquer coisa depois. Mas, se o portador do carretel não tiver a destreza necessária em com isso lidar, a linha poderá se partir e não haverá mais nada, além de um emaranhado confuso e inútil. Haverá assim a chance do recomeço ou o sacramento do fim definitivo.

Mas nada disso importava para um jovem morador da Floresta do Rubro Entardecer. Sem nenhuma particularidade, que o diferenciasse dos outros de sua idade, era mais um que aproveitava a vida mansa. Mesmo filho do líder Hónorus Hollimion, a rotina era simples: acordar cedo para caçar com o pai e garantir o alimento; se reunir com os outros jovens pela tarde, para aprender sobre as coisas com o velho aldeão; brincar de esconde ao entardecer, em que sempre conseguia adivinhar rapidamente onde encontrar os outros; dormir ao som das fábulas contadas por sua mãe, Lenorah Hollimion, enquanto ela acariciava sua nuca.

Assim passavam as estações, uma após a outra. As folhas caiam, as plantas adormeciam, para depois renascerem em todas as cores inimagináveis. No entanto, cada vez que ouvia a lenda, algo em seu interior tremia mais forte a cada ano que passava.

Numa noite chuvosa, mesmo após sua mãe terminar a fábula, o jovem não conseguiu dormir. A luz de um relâmpago cortou o breu noturno e o som do trovão foi como um presságio. Ele caminhou até a sua janela. O que viu foram vultos de figuras que discutiam num tom apreensivo. Eram os caçadores da aldeia, que andavam freneticamente de um canto a outro, como se procurando algo. Outro estrondo! Hónorus abriu a porta e carregou o filho nos ombros, enquanto se dirigia rapidamente ao templo com a esposa.

Lá estavam todos os amigos do jovem e suas mães, além dos velhos e doentes. O líder beijou os lábios da esposa, salgados pelo medo do inevitável. Conferiu o bem estar de todos do templo e, antes de se juntar aos outros caçadores na chuva, se ajoelhou diante o filho. Segurando firme no ombro e olhando fundo nos olhos do primogênito, Hónorus sentencia:

Ouça bem, que poderá ser a última vez que irá ouvir a minha voz. A profecia estava certa. Um traidor do pacto, não conformado em estar preso pela lenda contada todo o ano, silenciou nesta noite para sempre o velho aldeão. Mas as palavras do conto do solstício eram mais que uma fábula: eram parte da magia entoada para que o mau não retornasse. As sentinelas perceberam que as sombras, que se movem todo ano nessa época, hoje estiveram muito perto de nossa aldeia. Mas o pior é que amanhã é o último dia do outono.

Eu esperava que essas minhas palavras fossem só daqui a longos anos. Mas infelizmente o desenrolar do destino me deixa muito perto o fim da minha jornada. E assim eu te deixo minha herança. Primeiro: nunca deixe ninguém dominar seu corpo ou sua mente. Tenha um cuidado especial para que seus pensamentos permaneçam livres. Um indivíduo pode ser livre, contudo pode estar mais preso do que um escravo. Dê seus ouvidos às pessoas, mas nunca o coração. Demonstre respeito por aqueles que estão no poder, mas nunca os siga cegamente. Trate todos com justiça, ou poderão querer se vingar. Tenha cautela com seus bens. Atenha-se à suas crenças. Quanto aos assuntos do amor… meu único conselho é que sejas sincero.

***

Capítulo IV

Depois da tempestade

A porta do templo se fechou, assim como estava o tempo fora dele. O líder deu alguns passos em direção ao centro da vila. Ergueu o olhar para o céu. Já estava terminando o dia, mas o sol não havia aparecido até então. As densas nuvens impediam a passagem dos raios solares. A única coisa que via era o balançar dos altos galhos das árvores, como se estes fossem braços avisando de um perigo eminente. Enquanto a mão esquerda segurava firme o arco, a direita conferia as flechas na aljava. A expressão no rosto do guerreiro era atenta, mas seu interior já previa o pior.

Dentro do templo, a angústia fazia cada minuto parecer uma eternidade. Mulheres e seus bebês choravam e o brilho intenso dos jovens estava ofuscado pelo clima de medo. O filho de Hónorus caminhava por entre seus semelhantes, sem saber como ajudar. Alguns passos depois, estava no centro do templo. Olhou para o alto e contemplou uma imagem entalhada, que mostrava um episódio da lenda contada pelo ancião. Nela havia uma grande sombra humanóide que encobria uma multidão. Menos uma pequena figura, que estava protegida por um feixe de luz vindo dos céus. Quando o jovem voltou a atenção para a janela, a noite havia caído.

E tão subitamente como a noite, as trombetas das sentinelas soaram. O líder olhou em direção a entrada oeste e viu um pôr do sol que corou as nuvens na cor do sangue. E quando a luz se foi, vieram as sombras. E não eram as das árvores. Elas se movimentavam em direção a aldeia, de forma selvagem e impetuosa. Em poucos instantes, a aldeia era como um pão jogado aos mendigos. Mas as mãos que surgiram queriam sangue. E assim houve a saraiva de flechas.

A primeira investida de sombras foi contida, assim como a segunda e a terceira. Mas houve quarta. E nessa as sombras foram reveladas pelas tochas tímidas que tremeluziam em algumas cabanas. A expressão de uma besta selvagem em um corpo humanóide, com o corpo grande e robusto, presas brotando da boca, cada um com um grande machado. Eram Orcs. Você não sabe o que são? Pois eu espero que nunca precise ficar a frente de uma destas bestas.

Os caçadores foram dizimados rapidamente. Estranhamente os Orcs só se defendiam das investidas do Hónorus. O elfo já sábia o porquê. E assim o líder ficou só, apesar de estar cercado por milhares das criaturas. Em posição de alerta, olhava os corpos dos irmãos dilacerados por onde já brincaram suas crianças. Os invasores pararam, como se por ordem de um general. E a figura envolta no manto negro apareceu e indagou, com uma voz fria como a morte, ao caçador sobrevivente: Onde ele está?

***

...

Capítulo V

À sombra da morte

Muitas vezes, temos a impressão do mau ser inevitável. O último caçador, em meio a horda de inimigos, tinha certeza do seu fim. Mas isso não o fez se entregar. Dos milhares da tropa invasora, seis das horrendas criaturas partiram para cima do líder da aldeia, como se fossem prendê-lo. E, tão rápido quanto o bote de uma serpente, a lâmina de Hónorus foi desembainhada e separou duas cabeças de seus respectivos corpos.

Antes dos quatro remanescentes empunharem seus machados, o caçador girou sua espada com uma mão enquanto a outra buscou algo no bolso direito do colete. Palavras mágicas foram entoadas. E a pequena bola de guano e enxofre foi arremessada, em direção às bestas que vinham para cima do caçador. Houve a explosão. Não havia mais nenhum dos seis orcs que investiram sobre Hónorus. E a clareira em meio à horda se expandiu.

O ser envolto à mortalha observou, parado como uma lápide, os corpos dos Orcs caídos e ardendo em chamas. Foram ouvidas palavras numa língua morta. Os corpos desfalecidos das bestas se ergueram, no mesmo instante que a mão direita esquelética da figura sombria se elevou. É inútil resistir! O meu poder sobrepõe até o limite da vida. E eu quero o segredo que vocês guardam! – sentenciou o Necromante, com sua voz que era capaz de tremer o mais forte coração.

Mesmo ofegante, Hónorus ergueu a cabeça em direção ao mago da morte. E as palavras saíram como o rugido de um leão: Enquanto minha espada brandir e meu coração portar os que eu amo. Enquanto o sopro da vida for até o último suspiro e meus sentidos me guiarem. Eu não irei desistir. Protegerei aqueles que merecem viver e não permitirei que o mal seja feito. O último caçador então partiu em direção ao mau que invadiu a vila.

Os golpes da lâmina eram inúteis. A figura sombria se esquivava como se feito de névoa. Mas o líder da aldeia continuava com forças sobrenaturais. Até que a mão do inimigo atravessou o lado esquerdo do peito de Hónorus. Mesmo forçado a se ajoelhar, o guerreiro se manteve de pé. Onde ele está? Sussurou com raiva o Necromante. Você sabe que não pode matá-lo. Disse o caçador apanhado, com um sorriso nos lábios. Besteira! Ele é apenas uma lenda. E vou eliminá-lo para provar que o meu poder é maior. Retrucou aos berros o portador da destruição da vila.

E enquanto o filho observava tudo pelo vitral do templo, o pai caiu com os olhos envergonhados ao primogênito. No mesmo instante que o sentimento de raiva subiu o corpo do jovem, a porta do templo foi arrombada. E assim, como o pavor, o lugar foi ocupado pelos soldados das trevas. Os sobreviventes foram reunidos no centro da vila. Quem de vocês é o “escolhido dos deuses”? Indagou o já exaltado mago da morte.

Sem resposta, enquanto mulheres e crianças menores choravam, as duas mãos esqueléticas se ergueram e a voz cadavérica bradou: Já que a vida que eu procuro não aparece, que não haja mais nenhuma vida! E como se fossem o néctar sugado de uma flor, as almas do grupo sobrevivente foram puxadas para o medalhão portado pelo emissário da morte. Todos os corpos caíram, menos um.

***

Capítulo VI

Uma luz em meio às trevas

A noite mais longa do ano trazia consigo o maior sofrimento vivido pelos habitante da Floresta do Rubro Entardecer. Antes de a figura sombria sacramentar a morte dos sobreviventes, o filho de Hónorus teve o mesmo sentimento que o pai. Quando seu impulso de partir para cima do Necromante aflorou, o jovem foi envolto por braços firmes, que eram ao mesmo tempo quentes e acolhedores. Era Lenorah Hollimion, sua mãe.

O pior sofrimento para uma mãe é ver o filho morrer antes dela. Para que a vida, que eu já concebi uma vez, não termine antes do tempo, eu deixo a minha herança. Mesmo sem a força física do seu pai ou os ensinamentos mágicos do velho aldeão, eu intercedo para que os deuses façam o sofrimento da morte recair em dobro sobre mim, mas que nenhum mal impeça meu filho de viver, até o momento em que sua missão nesse mundo for cumprida. E onde quer que Hónorus e eu estivermos depois, que os passos de nosso filho sejam guiados por nosso amor. Disse a mãe, que segurou firme o filho, enquanto a nuvem profana emanada das mãos cadavéricas tirava vidas.

O filho sentiu o calor do corpo da sua mãe apagar, enquanto o abraço firme insistia em lhe proteger. E assim, como folhas no outono, os corpos caíram. Mas nessa primeira noite fria de inverno, um jovem coração ainda ardia em meio à destruição. Os pequenos punhos se fecharam, como se estivessem segurando o espírito de ódio e vingança. Todas as memórias retumbavam na cabeça do primogênito de Lenorah. A figura sombria olhou com espanto para aquele que se mantinha de pé, mesmo após um de seus mais malignos encantos. O jovem depositou o corpo desfalecido de sua mãe no chão, por onde já passaram muitas vidas.

E, quando o solitário filho voltou sua atenção novamente para o portador das trevas, houve a luz. Ninguém até hoje sabe ao certo o que aconteceu naquele momento. Aqueles que perpetuam a história dizem que a noite se tornou dia. E dos milhares de invasores da floresta, não mais que de quantos são os dias do mês saíram de lá. Mas a mortalha ainda é vestida e nunca mais se ouviu falar daqueles que viviam na Floresta do Rubro Entardecer. Dizem que, se estiver na floresta no entardecer que precede o solstício de inverno, você pode ouvir o juramento de Lenorah e o brando de Hónorus.

***

POSFÁCIO

Um novo começo

Sobre o sobrevivente da invasão, sua história se tornou um conto, como os que sua mãe contava para embalar suas noites. E há uma resposta para o paradeiro do filho de Lenorah e Hónorus: na manhã seguinte, um velho nômade, que passava de carroça nas imediações da floresta, encontrou o elfo desacordado à beira da estrada. No mesmo instante, acudiu o jovem e percebeu não haver nenhum arranhão nele. O bálsamo curativo foi passado na pequena testa. Onde estou? Acordou indagando o pequeno sobrevivente. Você está vivo! Disse o velho Talude, que mais tarde se tornou o tutor do último morador da Floresta do Rubro Entardecer.

O nome do filho de Lenorah e Hónorus? Hoje ele segue pelo mundo, no encalço do mau. Os últimos boatos dizem que após aprender as artes mágicas na grande Academia Arcana, ele agora encontrou irmãos de batalha e formou um grupo de heróis para combater o mau pelo mundo. Seu nome é sussurrado nas tavernas e brandido pelos bardos aos reis. Seu nome é Laucian Hollimion.

E muitas outras histórias nasceram a partir deste fim, graças aos ensinamentos de Hónorus e a intervenção de Lenorah. Mas agora minha missão de contar esta história está cumprida. Que os deuses possam cruzar novamente nossos caminhos. E que as histórias se espalhem por todos os lugares, fluam por entre os seres e terminem nos ouvidos mais atentos, para assim continuar o ciclo, assim como o da vida.

Conto escrito em 14/06/2006

 

Written by Joel Minusculi

maio 20, 2007 às 2:57 pm

Publicado em Conto, Fantasia, Literatura

Uma resposta

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  1. muito bom..
    interessante o contratempo entre o fim de algo e o recomeço que podemos dar em qualquer que seja a sua proporção!

    David Borges

    março 24, 2008 at 10:55 pm


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