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Afinal, eles são homens ou ratos?

A capa dessa semana da revista Veja não teria nada de mais, se não fosse um trecho de um livro que estou lendo:
Malandragem é a especialidade dos humanos. Eles têm um entusiasmo tão grande pela malandragem que ficam enganando uns aos outros o tempo todo, e até elegem governos para fazer isso por eles. (página 11).
A passagem é do livro O Fabuloso Maurídio e seus roedores letrados, de Terry Pratchett. A história é uma versão diferente do conto do rateiro flautista, em que um gato comanda uma horda de ratos e um menino flautista para aplicar o golpe em várias cidades. Quando eu acabar de ler faço a resenha completa. Por enquanto, pela revista e pelo trecho do livro, é possível perceber que muitos ficam na dúvida quando questionados se são ratos ou homens…
Joel Minusculi
Que, por essas e outras, gosta de entender a realidade pela fantasia.
Trechos para uma noite a dois
I’ve gotta tell you what a state I’m in
Tenho que te contar em que estado estou
(Coldplay – Warning Sign)
I know who I want to take me home
Eu sei quem eu quero que me leve pra casa
(Semisonic – Closing time)
I can hear you singin’ to me in my sleep
Eu posso ouvi-la cantando para mim em meu sono
(Semisonic – Singin’ in your Sleep)
Nobody knows it but you’ve got a secret smile
And you use it for me
Ninguém sabe, mas você tem um sorriso secreto.
E você o usou para mim.
(Semisonic – Secret Smile)
You don’t know how lovely you are
Você não sabe o quão amável você é
(Coldplay – The Scientist)
Semisonic – Singin’ in your Sleep
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A sala foi encolhendo sem parar, até que a menina que roubava livros pôde toar nas estantes, a poucos passinhos de distância. Correu o dorso da mão pela primeira prateleira, ouvindo o arrastar de suas unhas deslizar pela espinha dorsal de cada livro. Soava como um instrumento, ou como as notas de pés em correria. Ela usou as duas mãos. Passou-as correndo. Uma estante encostada na outra. E riu. Sua voz se espalhava, aguçada na garganta, e quando ela enfim parou e ficou postada no meio do cômodo, passou vários minutos olhando das estantes para os dedos, e de novo para as prateleiras. Em quantos livros tinha tocado?
Quantos havia sentido?
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Agora são quase 10 da noite, e estou ficando com muita fome, e isso sempre me deixa mal-humorado… Apesar de, neste caso, ser bem difícil eu conseguir ficar pior. Estou indo atrás da senhorita raio de sol e de um sádico esquisito cuja idéia de diversão é… Bom, foi o que me disseram, quer dizer, não sei se é verdade… Falaram que ele pegava gatinhos, colocava em latas de lixo e botava fogo. E todas as garotas que conheço acham que ele é, tipo, sexo puro vestindo jeans. Como é que elas podem gostar de um tipo desses. Ninguém gosta de mim assim. E que diabos estou fazendo aqui?
Alguém seguindo a Morte, no livro Morte (Conrad, 2007), de autoria do Neil Gaiman |
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A exemplo do antigo refúgio, aqui vão alguns fragmentos das minhas leituras recentes de cabeceira.
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AS TRÊS PALAVRAS MAIS ESTRANHAS
Wislawa Szymborska, na revista Piauí de Maio de 2007
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Já o mindinho esquerdo, pobrezinho, como sofre. O contrabaixo, todos sabem, tem cordas muito espessas. E o braço do instrumento é enorme. Haja fôlego e preparo físico para percorrer tudo aquilo, durante horas, no afã de não deixar cair a pulsação da canção.
Bibi Da Pieve, no livro Buscando o seu Mindinho (Objetiva, 2002), de autoria do Mario Prata
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Primeiro, as cores Com absoluta sinceridade, tento ser otimista a respeito de todo esse assunto, embora a maioria das pessoas sinta-se impedida de acreditar em mim, sejam quais forem seus protestos.
Morte, no livro A menina que roubava livros (Intrínseca, 2007), de autoria do Markus Zusak
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