REFÚGIO

comunicação, tecnologia e outros devaneios

Quem quer ser um jornalista?

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Mudar o mundo. Essa era a primeira idéia que tinha na cabeça quando decidi virar jornalista. Se bem que tinha a parte de um dia virar apresentador de um telejornal importante e poder dar “boa noite” para milhões de pessoas. Mas a essência do negócio era poder fazer a diferença na sociedade em que vivo. Algo que soava imponente, heróico, com a idéia que poderia levar o mundo nas mãos.

O caminho que fiz para me tornar jornalista foi através de uma faculdade, porque na época da minha decisão não havia alguns detalhes que hoje permitem pular essa etapa. Nesse tempo encontrei muitas provações para a minha idéia de mudar o mundo. A maioria delas desconstruiu, obliterou e fez migalhas dos modelos e dos dizeres comuns, de quem “não faz parte do meio” – concepções que você que está lendo agora pode também ter.

Em primeiro lugar, aprendi que jornalistas não são aqueles que vão mudar o mundo sozinhos. Isso foi um tapa na cara do meu sonho de me tornar um tipo de Clark Kent. Muitos representantes da profissão têm o ego inflado, mas não passamos de meros relatores do cotidiano. Na verdade, a nossa importância está em ser a conexão entre as partes envolvidas, traduzir e contextualizar a informação, deixar claro para a dona Maria como que a mudança na alíquota nacional do tal Ministro vai mudar o orçamento da sua casa.

Com o passar dos anos de faculdade, aprendi que a liberdade de expressão existe sim, mas para ela ser efetiva depende de quem ela incomoda. Não há mais (tantas) mortes e torturas contra jornalistas. O que há agora é o cerceamento através de demissões, cortes de salários e desmoralização dos profissionais. E sabe o que é pior? Muito pouco disso chega ao grande público, porque são raras as vezes que jornalistas são a notícia.

Muita desmotivação para continuar como jornalista? Pois no mês que eu iria retirar meu diploma um cara do alto governo disse que não precisava mais estudar para ser jornalista. Muitos colegas e eu nos sentimos roubados em um primeiro momento, pois mais de quatro anos estudando se tornaram irrelevantes oficialmente.

Há um ano sou jornalista por formação. Enfrento todos os desafios que foram alertados na academia. E por que eu continuei mesmo com todos esses detalhes? Porque aprendi nesse contato com os mais diversos níveis sociais, na teoria e na prática, que jornalistas não podem mudar o mundo, mas podem ajudar as pessoas certas a entender a importância da mudança.

Escrito por Joel Minusculi

abril 7, 2010 em 1:46 pm

Prograva Viva Voz: Twitter

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Programa Viva Voz, sob o comando do professor Carlos Praxedes e acadêmicos de Jornalismo, veiculado na Rádio Univali FM 94,9. O programa sempre aborda assuntos atuais, com convidados e a participação do público. Um exercício bem interessante de debate e desenvolvimento de informação. O programa pode ser ouvido diariamente, pela internet, aqui.

Joel Minusculi
Que (ainda) não é especialista em tecnologia, mas gosta de falar sobre

Escrito por Joel Minusculi

setembro 9, 2009 em 10:06 am

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Xou da Xuxa no Twitter

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xuxatwitterEsse texto também foi publicado no twitterportugal

Que o Twitter se tornou um ótimo canal para as celebridades fazerem a manutenção de seus fãs, ninguém duvida. O que as pessoas que vivem na altura do altar da fama não esperavam era o impacto de suas ações no ninho do passarinho azul. A apresentadora brasileira Xuxa Meneghel descobriu isso da pior forma, ao entrar no serviço e, menos de um mês depois, abandoná-lo – por não achar que as pessoas merecem falar com ela ou sua filha.

Tudo começou no dia 3 de agosto, quando a Rainha dos Baixinhos anunciou o começo da aventura. Português impecável, boa aplicação de vocativos e vírgulas. Usou até reticências para continuar o assunto, já que 140 caracteres não foram suficientes para uma única mensagem. As letras alternaram entre maiúsculas e minúsculas, respeitando a gramática.

Até o dia 6 de agosto cada mensagem parecia uma “normal”, como um relato do dia-a-dia. Mas nessa data surgiu a primeira mensagem com o “jeitinho da Xuxa”: tudo escrito em letras maiúsculas, sem acentuação, reticências no lugar de vírgulas e um outro tom na mensagem, mais alegre e descontraído.

Não existe um padrão oficial para se escrever na internet. Tanto que há neologismos e miguxês sendo usados sem nenhuma forma de fiscalização. O que há são convenções, pequenas regras que respeitam o senso comum, para deixar o ambiente da web melhor. Um exemplo, bem recorrente, é que se uma pessoa escrever uma mensagem em caixa alta significa volume alto, grito.

O que aconteceu com Xuxa Meneghel é que seu status de celebridade não foi adequado com a imperfeição vista em seu perfil no Twitter. Muitos de seus seguidores (ou não) começaram a alertá-la sobre sua escrita. A loira, porém, quis ir contra seus mais de 90 mil seguidores. Tentou justificar sua maneira de se comunicar pelo “jeitinho”.

O Twitter proporciona a chamada interação mútua, que Alex Primo, resumidamente, define que acontece na troca de informações entre dois pólos “seus elementos são interdependentes, onde um é afetado, o sistema total se modifica”. Ou seja, tudo o que é colocado no Twitter pode ser desenvolvido de acordo com o julgamento dos receptores – que não têm um padrão definido de resposta – e pode sair do esperado pelo emissor.

Diferente da televisão, em que a resposta para as ações poderia demorar semanas ou serem filtradas por uma assessoria, Xuxa descobriu que as réplicas por Twitter são praticamente em tempo real. Além disso, todas as mensagens, boas ou não, chegavam até ela. Esse contato direto em massa, sem filtros, seguranças ou assessores, pode ter “Xocado” a Xuxa (com o perdão do trocadilho).

Quando Xuxa Meneghel afirmou que iria se adequar ao padrão, surgiu a hipótese de seu perfil ter sido iniciado por um “ghost writer” – detalhe pouco comentado. A letra então baixou, mas o ânimo dos tuiteiros de plantão ainda estava exaltado e vigilante sobre as ações da loira. Até o dia que Sasha, filha da Rainha dos Baixinho, enviou uma mensagem com um erro de português. Mais uma vez, Xuxa justificou, explicando que a filha tinha sido alfabetizada em inglês.

A Rainha dos Baixinhos não é a primeira celebridade que descobriu que há pessoas que podem não gostar dela ou de suas ações. Com esse exemplo, pode-se perceber certa padronização por senso comum no Twitter, em que devemos seguir a linha de idéias recorrentes, além de contabilizar seguidores. Além disso, mostra que as conseqüências de uma tuitada, até mesmo as mais banais, são proporcionalmente relativas ao tamanho da fama do emissor.

Xuxa Meneghel adiciona mais uma polêmica para seu hall de ações que não tem nada com seu “jeitinho”. Ela apagou a mensagem da filha e uma que usou um xingamento contra as retaliações. Seu perfil ainda existe, mas seu espaço no ninho do passarinho azul foi literalmente abandonado.

Joel Minusculi
Que dificilmente segue um famoso

Escrito por Joel Minusculi

agosto 31, 2009 em 6:32 pm

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13º Distrito – Ultimato (B-13 – Ultimatum)

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Baixe o filme em formato RMVB Legendado – 370 mb – 106 min – Ação/Aventura

França. Cidade Luz, terra do croissant, do perfume ao invés do banho e dos malucos que pulam de prédio em prédio no Le Parkour. E é nesse último ponto que está o forte de 13º Distrito – Ultimato (B13 – Ultimatum, 2009, França), continuação do excelente (mas pouco conhecido) 13º Distrito. Ambos os filmes foram escritos pelo excêntrico Luc Besson, que consegue surpreender em cada cena de ação em ritmo alucinante. Nesse segundo filme, a direção fica a cargo do pouco experiente, porém não menos competente, Patrick Alessandrin.

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O ano é 2016. Esse futuro na França é marcado pela divisão social, em que os não cidadãos franceses e menos favorecidos são renegados a guetos, bairros cercados por muros, conhecido como B-13. Dentro dessa área quem manda são chefes de quadrilhas e máfias, cada um vivendo e administrando seus negócios em um canto. Até o dia em que um empresário quer construir um grande conjunto habitacional para ricos no B13, mas não pode pelo empecilho dos moradores.

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O empresário se torna conselheiros de segurança do presidente da França e arquiteta um golpe para colocar culpa nos moradores e “limpar” o B13. E para que seus planos dêem certo, ele tira de seu caminho Damien Tomaso, um policial eficiente com a justiça e com laços no B13. E para ajudar a libertar o policial e salvar seu bairro, entra na história o “malandro” e ágil Leïto. A partir disso começa uma corrida alucinante de saltos e esquivas para impedir o bombardeamento a destruição do bairro de Leïto e os excluídos.

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O argumento da história pode não ser dos mais originais, mas a construção e edição são pontos fortes que marcam o filme. Sem contar as extraordinárias cenas de ação interpretadas por David Belle e Cyril Raffaelli, dois artistas marciais mundialmente famosos por suas peripécias no Le Parkour (se você não os conhece, veja os vídeos no Youtube, pois o que os dois fazem no filme eles fazem na vida real…). Além disso, a o humor francês, um tanto estranho na primeira vista, dá toques bem particulares, que fogem do padrão de Hollywood.

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13º Distrito – Ultimato é o tipo de filme feito para a pura e simples diversão e que vale a pena. É a prova que bons filmes de ação não precisam chamar a atenção por milhares de explosões e milhares de litros de sangue jorrando, mas podem ser reconhecidos pelas habilidades dos protagonistas que a cada cena arrancam um “uau!” dos espectadores.

Trailer – B13 Ultimatum

Preste atenção nessa cena: até o Brasil entrou no filme. Preste atenção quando o presidente da França fala da zona que o seu país está.

Não leve em consideração: que os seguranças vão desarmados contra os caras, ao invés de atirar nos invasores do B13.

Joel Minusculi
Que, quando era menor, conseguia escalar o vão das portas (hoje, infelizmente, só degraus de escada)

Escrito por Joel Minusculi

agosto 17, 2009 em 11:33 pm

Publicado em Cinema, Download, Vídeo

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Reconfigurações da Imprensa no Webjornalismo Participativo

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No dia 13 de Julho defendi em banca meu Trabalho de Conclusão de Curso intitulado “Reconfigurações da Imprensa no Webjornalismo Participativo – uma análise do Leitor-Repórter, do diario.com.br”.  Graças a orientação do meu professor e mestre, Dr. Rogério Christofoletti, consegui a nota máxima de avaliação (apesar de muitos apontamentos feitos pela banca julgadora). Confira abaixo o resumo do trabalho e, em seguida, a íntegra do meu trabalho final. Se você é da área da comunicação, fique a vontade para usar em suas pesquisas (citatando a fonte, por favor) e divulgar. Se você não for, aproveite e aprenda um pouco mais sobre um fenômeno cada vez mais presente nos portais de notícias – que é a produção de conteúdo por pessoas “não profissionais”. Use os comentários para retificações, complementos e outras coisas que queira completar sobre o trabalho. Afinal, a idéia da internet é compartilhar e construir coletivamente (você pode salvar uma versão em PDF no seu computador clicando em “more” e depois “save document”).

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Joel Minusculi
Que pretende divulgar o quanto puder esse seu trabalho

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PS: Leiam com atenção os agradecimentos, na página 4.

Escrito por Joel Minusculi

agosto 7, 2009 em 8:01 pm

Como conseguir seguidores e alienar o público

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Piratasdotwitter

O Twitter no Brasil foi movimentado por mais uma campanha de top hashtag na noite de 29 de junho. Depois do movimento #chupa @aplusk, agora o alvo foi o ex-presidente e atual senador brasileiro José Sarney (DEM-MA). A palavra de ordem #forasarney estava relacionada com os escândalos relacionados ao político. Em mais um movimento coletivo, a hashtag de Sarney alcançou o segundo lugar nos trending topics. Dessa vez, diferente do caso #chupa (manifestação espontânea e popular), o #forasarney foi encabeçado por “celebridades” da mídia brasileira.

Um grupo de “celebridades” decidiu fazer mobilizações pelo Twitter, com a intenção de fazer suas idéias serem redistribuídas (retwittadas) e forçar a entrada de termos nos trending topics. Com isso foi criado o perfil coletivo no Twitter chamado “Os Piratas”, que conta com a participação do ator Bruno Gagliasso, o cantor Junior Lima (da extinta dupla Sandy & Junior), o apresentador do “CQC” Marco Luque, o também apresentador do programa “Pânico” Rodrigo Vesgo, o amigo dele Pedro Tourinho e o VJ da MTV Felipe Solari.

A primeira ação do grupo começou às 22h30 minutos no dia 29 de junho e contou com a adesão de milhares de tuiteiros do Brasil – muitos deles fãs que migraram atrás dos ídolos no mundo online. Além de conseguir colocar o #forasarney em segundo lugar nos trending topics até 1h do dia 30 de junho, as “celebridades” ganharam espaço em sites de fofocas e que acompanham suas vidas.  Além disso, milhares de perfis de pessoas “comuns” mudaram seus avatares para a bandeira “pirata” e replicaram os twittes dos famosos.

O fervor nas quase três horas de movimentação pelo #forasarney foi tão grande, que as “celebridades” brasileiras começaram a apelar entre elas e para as internacionais. Nessa hora, @aplusk foi rogado como um santo em uma decisão de campeonato de futebol. Teve de tudo: gente usando credencial de VJ da MTV, outros fazendo discurso ideológico e até quem apelou para o poder de influência do astro americano. O detalhe foi que @aplusk não se comoveu pelos do movimento e justificou de uma maneira simples: nada disso interessava para ele e quem deveriam se mobilizar eram os brasileiros por conta própria – foi quase como se @aplusk tivesse direcionado um #chupa educado aos @twpiratas. E ainda teve gente que achou o cúmulo alguém de fora do país, que não sabe quem é José Sarney, não ter usado sua influência para divulgar uma hashtag que só diz respeito ao Brasil.

É interessante perceber o poder de alcance dessas “celebridades”, ao ponto de qualquer coisa que escrevem ser replicada no Twitter milhares de vezes. Manipular as hashtags foi encarado como um jogo por aqueles que deveriam usar sua influência para construir redes sociais empenhadas, independente da posição da palavra de ordem. Enquanto isso, milhares de pessoas “comuns” seguiram cegamente os dizeres de seus “ídolos”. Dessa vez o alvo, #forasarney, não tinha muitos motivos para se defender (pois cada vez mais mostra-se culpado). Mas o que será da reputação do conteúdo das redes sociais quando essa brincadeira causar um dano sério?

Joel Minusculi
Que não gosta de gente que quer brincar, mas não sabe como e inventa as próprias regras

Escrito por Joel Minusculi

junho 30, 2009 em 6:07 pm

Publicado em Artigo, Opinião, Twitter

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#chupa: o dia que Ashton Kutcher aprendeu português

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chupa

Imagine o ator Ashton Kutcher sentado em seu sofá, todo esparramado, vendo o jogo de futebol entre Brasil e Estados Unidos, na final da Copa das Confederações 2009. A mão esquerda dele abastece a boca de pipoca, que a Demi Moore acabou de trazer quentinha (ela vestia só uma blusinha branca e aquela calcinha da foto). Na outra mão, Kutcher empunha seu iPhone com acesso a web e narra a partida pelo Twitter com comentários provocativos: “If the USA wins the Fifa Confederations Cup we officially get to call the game Soccer with out getting any sh*t 4 atleast 1 year”.

Como toda celebridade que se preze, Kutcher tem milhões de fãs (ou melhor, 2.481.855 seguidores). Entre todo mundo que acompanha o famoso ator, há também torcedores da seleção canarinho, brasileiros que vestem a camisa do Brasil (principalmente quando está em alguma final, mesmo se a competição não é tão prestigiada). Não bastassem os dois gols que o Brasil tomava no primeiro tempo dos EUA, a torcida brasileira recebia em sua timeline do Twitter o grito de Kutcher em forma de caracteres, que na situação era mais chato que 2.481.545 de vuvuzelas: “Goaaaaaaaaaaaaaaaaaaaalllllllll!!!!!! from EUA!!!!!”. Mas como diz a propaganda, o time e alguns seguidores do Kutcher são brasileiros e não desistem nunca.

Nem um minuto do segundo tempo, Luís Fabiano mete a bola no fundo do gol. Kutcher fica em silêncio virtual. Milhares de tuiteiros (pessoas que usam o Twitter) estaria tocando vuvuzelas se tivessem uma, mas acabaram exaltando a esperança em até 140 caracteres: “ENTROU!”, exalta uma torcedora com direito a caixa alta e ponto de exclamação para dar ênfase, se referindo ao gol oficial (já que um primeiro o juíz não considerou). Kutcher sentiu o primeiro passo da virada em uma twittada tímida, com caracteres em caixa baixa e sem sinais: “oh boy”. Poucos minutos depois, novamente Luís Fabiano marca e deixa tudo igual: Brasil 2 X 2 EUA. O famoso ator americano, sob o pseudônimo virtual @aplusk, lamenta: “check that 2-2 tie Daaaaaaaaaaaaaaaamn”. Os brasileiros do mundo online e do offline sentem a chama da esperança arder e gritam a primeira coisa que vem na boca.

Tudo parecia bem, cada um torcendo e se remoendo em seu canto. Mas os brasileiros quiseram botar para fora a angústia e a desolação que sentiram durante o primeiro tempo. E, além disso, quiseram fazer os Estados Unidos engolir na marra tudo isso. Assim, alguém no Twitter, não se sabe quem (já que eram milhares ao mesmo tempo), intimou: “Chupa, EUA!”, como um imperativo perfeito contra a nação que acha que o mundo todo é seu império. Eis que uma “celebridade” brasileira, sob a alcunha de @AlineLii, sentencia em altas e extendidas letras: “CHUUUUUUUUUUUUUPAAAAAAAAA!!!!”. Logo depois, ainda ela, como uma vendeta ao famoso ator americano, direciona sua ira de torcedora: “chupa @aplusk! hahahaha”.

Entre as primeiras provocações e o final do jogo ainda houve o terceiro gol do Brasil, marcado por Lúcio. Apesar do salvador brasileiro (com direito a uma camisa com “I love Jesus”), muitas das palavras de comemoração no Twitter queimariam os tímpanos dos anjos. Teve até alguém que comentou: “Mano, nunca vi tanto palavrão no twitter hahahaha”. Quando o juíz apitou e apontou o centro do campo e os Estados Unidos perderam a partida, Ashton Kutcher tentou a redenção: “Ok we will call it futbol. Son of a Motherless Goat”. Em vão, pois tudo o que @aplusk conseguiu foi ser o foco dos torcedores para extravasar o grito de vitória.

Em menos de cinco minutos após a partida de futebol, antes mesmo de Lúcio erguer a taça para o Brasil como campeões da Copa das Confederações 2009, a timeline de @aplusk foi invadida por milhares de mensagens parecidas com a de @AlineLii. Algumas tímidas, como “chupa, @aplusk”. Outras mais raivosas, ao estilo “CHUUUUUUPAAAAAA, @aplusk EUA e Obama” (sim, sobrou até para o presidente mais cool). Teve até o modelo internacional, no “suck, @aplusk“. Esse último digno de nota do famoso ator americano: “I think that Brazilians favorite american Phrase is “Suck it” hahahaha. Congrats on a great comback”. Porém, assim como os brasileiros honram a camisa (quando ganham alguma coisa), os torcedores e seguidores de Ashton Kutcher resolveram honrar seu idioma que veio das terras lusitanas.

Com tudo isso, os cinco caracteres de chupa estavam na ponta dos dedos de milhares de pessoas, que estavam voltados para um Ashton Kutcher sem mais do que se vangloriar. Mesmo assim, @aplusk não se dava por vencido: “Ok Brazil wins this time but let it be known… we are coming and we will compete.” (em uma referência ao maior torneio de futebol). Para quê? Milhares de fãs entenderam isso como uma provocação e responderam em massa e coro: “CHUPA, @aplusk!”. Kutsher levou, ou melhor, chupou o novo termo na esportiva para seu vocabulário: “Ok my new favorite work is “Chupa” Roflmao”. Em uma nova mensagem, o famoso ator americano tentou (quem sabe com o primeiro tradutor barato que encontrou na internet) responder à altura a torcida brasileira: “Grande jogo, veremos que no Campeonato do Mundo! mais uma coisa …. chupa-lo hahaha”.

Ashton Kutcher não tinha noção do que tinha feito. Em três horas, entre o final do jogo e o final da redação deste texto, foram mais de 4000 “chupas” e seus derivados direcionados para @aplusk. Fora isso, mais de 8000 “chupa”, “#chupa” e “CHUPA” reunidos nos bancos de dados do Twitter. Como o sistema de microblog organiza os termos (palavras) mais populares em trending topics (tópicos tendência), o termo #Chupa alcançou o topo dessa listagem em apenas duas horas. Tudo graças aos brasileiros que se uniram em ira contra @aplusk. Isso levou os twitters dos Estados Unidos a improvisar um breve dicionário, como o que @aplusk twittou: “chupa = suck it HAHAHA”.

Como o mundo dos caracteres do Twitter é tão volátil como a paixão dos brasileiros pela seleção, o termo #Chupa desapareceu de uma hora para outra dos trending topics. Assim como ele surgiu, ninguém soube explicar o motivo dele ter desaparecido. Especulou-se censura, erro de sistema, um favor que o @aplusk cobrou de amigo que administram o Twitter… O fato, que durou algumas horas, marcou milhares de usuários do Twitter nesse 28 de Junho de 2008: o dia que o Brasil se tornou campeão da Copa das Confederações de 2009 e o ator Ashton Kutcher aprendeu a chupar o vocabulário da língua portuguesa. Mas o que realmente importa foi a demonstração de poder que uma sociedade (mesmo que online) teve para pôr o #chupa no trending topics. Como diria @flaviofachel: “Já pensou se conseguíssemos repetir isso em outras coisas?”.

Joel Minusculi
Que pretende montar uma vertente de antropologia virtual

Escrito por Joel Minusculi

junho 29, 2009 em 11:31 am

Publicado em Comunidades Virtuais, Internet, Twitter

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Alien

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“Ninguém pode te ouvir gritar no espaço”. Foi com esse slogan que o diretor Ridley Scott criou um dos seres mais temidos do imaginário espacial. Em 1979, o cinema mostrou pela primeira vez a nave mineradora Nostromos, que levava para casa sete trabalhadores espaciais. A espaçonave então detecta um sinal de socorro, o que faz a tripulação ser acordada de um sono criogênico para verificar o pedido de ajuda. Mas o que eles não sabiam é que teriam que socorrer as próprias vidas em “Alien – O oitavo passageiro”.

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O filme é um dos ícones da ficção-científica espacial, que alcançou o sucesso por seu clima claustrofóbico (os passageiros não tinham para onde correr, estavam encurralados dentro da nave) e um monstro assustador (um Alien de quase três metros de altura, escuro como as sobras e uma língua com uma “sub-boca”). Além disso, quando se mostrou que os Aliens usavam os corpos humanos como hospedeiros, a coisa ficou mais aterrorizante. E aí surgiram mais crias, em três seqüencias oficiais: Aliens: O Resgate (1986), Alien 3 (1991) e Alien: Resurrection (1997).

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Surgiram ainda muitos crossovers e aparições em outras mídias, como os quadrinhos do Alien, o (péssimo) Alien VS. Predador (que junta outro ícone extraterrestre) e o fan filme em que Cavaleiro das Trevas enfrenta Alien e o Predador. Mesmo hoje, com efeitos especiais que transformam qualquer coisa da imaginação em realidade, o clima de medo e a criatura são memoráveis e verdadeiros clássicos do cinema.

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ALIEN – O Oitavo Passageiro

Os membros de uma nave espacial acordam do hiper-sono para investigar um sinal que vem de um planeta próximo. Logo descobrirão que o sinal era de perigo, não de S.O.S., como estavam pensando, pois o planeta é habitado por uma criatura monstruosa e incrivelmente forte, que matará todos que encontrar pelo caminho.

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ALIEN: O RESGATE

Depois de um sono de cinqüenta e sete anos, a única sobrevivente (Sigourney Weaver) de uma tragédia espacial descobre que o local onde tudo ocorreu com sua nave foi colonizado e, apesar das pressões, ela decide retornar para salvar as setenta famílias lá existentes.

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ALIEN 3

A tenente Ripley (Sigourney Weaver) vai parar em um planeta que na verdade é uma colônia penal de segurança máxima, onde todos os internos são assassinos e estupradores. Lá não existem armas e é um lugar totalmente isolado do mundo civilizado. Dentro deste contexto, o alienígena volta a atacar, matando tudo que se move, mas com uma misteriosa diferença: ele não ataca a tenente Ripley.

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ALIEN: A RESSURREIÇÃO

A tenente Ripley (Sigourney Weaver) se matou para não permitir que o governo levasse um monstruoso alienígena para o nosso planeta. Mas, após 200 anos, em uma nave espacial, ela acorda e descobre que cientistas a ressuscitaram através da clonagem, conseguiram com sucesso retirar a rainha dos alienígenas de seu corpo. A intenção é ter um exército de aliens que, acreditam eles, possam controlar. Durante este processo o DNA da tenente é misturado com o da rainha e ela desenvolve algumas características alienígenas. Os pesquisadores começam a criar os aliens, mas estes logo escapam, provocando terror e morte. Como a nave está rumando para a Terra, eles precisam ser detidos o quanto antes, principalmente pelo fato da rainha ter tido uma nova ninhada, que poderá significar o fim dos humanos. Neste contexto, apenas a tenente e alguns contrabandistas, que se encontram na nave naquele momento, podem impedir esta tragédia.

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Joel Minusculi
Que é fascinado pelos elementos de ficção científica de Alien

Escrito por Joel Minusculi

junho 29, 2009 em 6:45 am

Publicado em Cinema, Download

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Robôs – Little Whell

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Little Wheel

Havia um mundo cheio de robôs.

Tudo ia bem…

Até o dia que um acidente aconteceu no principal gerador de energia.

E a cidade ficou sem energia.

Sem energia não há vida para os robôs.

Todos então caíram em um sono profundo.

Boa noite, robôs…

Cem mil anos depois você é um robozinho que acordo em sua cidade desligada. Em Little Wheel, seu objetivo é restaurar a energia e a vida. Para isso você vai passear por cenários muito bem elaborados, resolvendo enigmas no estilo “point-and-click” (você realiza as ações com o mouse). A trilha sonora e o cuidado gráfico são impressionantes.

Joel Minusculi
Que fica impressionado com a qualidade dos jogos em flash

Escrito por Joel Minusculi

junho 27, 2009 em 9:53 am

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Há algo estranho na vizinhança. Quem você vai chamar?

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caçafantasmas

Quando os objetos começam a voar e um boneco gigante de marchemelo dá um passeio pela cidade, está na hora de chamar os Caça-Fantasmas! Em Ghostbuster: The Game, você assume o papel de um novato na equipe responsável por livrar Nova York de ameaças fantasmagóricas. Pegue uma carona no Ecto-1 com dr. Peter Venkman, dr. Raymond Stantz, dr. Egon Spengler e Winston Zeddemore, e fique ligado no seu medidor de ectoplasma!

O jogo em terceira pessoa encarna o clima de humor do filme dos anos 80 e tem ambientes bem coloridos. Na versão de Nintendo Wii, DS e Playstation 2 (essa última que foi testada nesse análise), os personagens são representados em versões caricatas e os diálogos excêntricos marcam o desenvolvimento de cada cena. Os próprios atores Bill Murray (dr. Peter Venkman) e Ernie Hudson (Winston Zeddemore) emprestaram suas vozes para a maior fidelidade. O desenrolar do jogo é praticamente um filme jogável com a grande quantidade de conversas.

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Todos os objetos do cenário podem ser manipulados ou destruídos (o mais legal!) com a Arma de Prótons. E atenção: caixas e outras coisas podem esconder um caminho ou itens bônus para a aventura. Já a lista de comandos não é elaborada e é bem intuitiva. Você tem um botão para cada função, que são poucas, e a mira é bem calibrada. Uma coisa que tira um pouco o desafio do jogo é que não há barra de vida: você simplesmente fica afetado pelo ectoplasma dos fantasmas, até o ponto de não conseguir se mover mais. Quando incapacitado, você pode ser socorrido por um amigo ou, se der tempo, se limpar. Não há limites de “continues”, já que você poderá repetir as fases  o quanto precisar.

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E por falar em arma, você terá a sua disposição a fantástica mochila de energia nuclear, que alimenta sua Arma de Prótons (Cuidado! Esquecer o dedo no gatilho da arma pode superaquecer o sistema!). Para caçar as emanações do além, você pode sacar o detector de resíduos ectoplasmáticos (Quanto mais levantadas as anteninhas, mas perto de um espectro você estará).

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Por fim, a lista de fantasmas para você prender na armadilha é vasta: desde o Geléia, que é sua presa do tutorial, passando poltergaisters, trabalhadores mortos, zumbis de papel e, em uma participação especial, o Gigante de Marchemelo. Não é só apontar e atirar: cada um deles tem um jeito certo de enfraquecer, para então aprisionar.

Ghostbusters: The Game é uma bela homenagem à franquia que há vinte anos não lança uma seqüência no cinema. Em vários momentos são feitas referências a cenas clássicas (como caçar o Geléia no hotel, ou proteger “a escolhida”). Mesmo assim, o jogo não perde a originalidade em sua história.

Download: Versão de PS2Versão de PCVersão Nintendo Wii - Trilha sonora dos filmes

Joel Minusculi
Que não tem medo de fantasma (enquanto estiver equipado com sua Arma de Prótons)

Escrito por Joel Minusculi

junho 24, 2009 em 6:44 am

Publicado em Download, Game

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