REFÚGIO

comunicação, tecnologia e outros devaneios

Meu novo blog: Impressão Digital

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Tecnologia, redes sociais e games na visão de um fã entusiasmado. O Impressão Digital é um espaço para novidades e conteúdos serem compartilhados com quem quer se atualizar, além de servir como plataforma de interação com o leitor.

Written by Joel Minusculi

novembro 24, 2012 at 1:45 pm

Quem quer ser um jornalista?

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Mudar o mundo. Essa era a primeira idéia que tinha na cabeça quando decidi virar jornalista. Se bem que tinha a parte de um dia virar apresentador de um telejornal importante e poder dar “boa noite” para milhões de pessoas. Mas a essência do negócio era poder fazer a diferença na sociedade em que vivo. Algo que soava imponente, heróico, com a idéia que poderia levar o mundo nas mãos.

O caminho que fiz para me tornar jornalista foi através de uma faculdade, porque na época da minha decisão não havia alguns detalhes que hoje permitem pular essa etapa. Nesse tempo encontrei muitas provações para a minha idéia de mudar o mundo. A maioria delas desconstruiu, obliterou e fez migalhas dos modelos e dos dizeres comuns, de quem “não faz parte do meio” – concepções que você que está lendo agora pode também ter.

Em primeiro lugar, aprendi que jornalistas não são aqueles que vão mudar o mundo sozinhos. Isso foi um tapa na cara do meu sonho de me tornar um tipo de Clark Kent. Muitos representantes da profissão têm o ego inflado, mas não passamos de meros relatores do cotidiano. Na verdade, a nossa importância está em ser a conexão entre as partes envolvidas, traduzir e contextualizar a informação, deixar claro para a dona Maria como que a mudança na alíquota nacional do tal Ministro vai mudar o orçamento da sua casa.

Com o passar dos anos de faculdade, aprendi que a liberdade de expressão existe sim, mas para ela ser efetiva depende de quem ela incomoda. Não há mais (tantas) mortes e torturas contra jornalistas. O que há agora é o cerceamento através de demissões, cortes de salários e desmoralização dos profissionais. E sabe o que é pior? Muito pouco disso chega ao grande público, porque são raras as vezes que jornalistas são a notícia.

Muita desmotivação para continuar como jornalista? Pois no mês que eu iria retirar meu diploma um cara do alto governo disse que não precisava mais estudar para ser jornalista. Muitos colegas e eu nos sentimos roubados em um primeiro momento, pois mais de quatro anos estudando se tornaram irrelevantes oficialmente.

Há um ano sou jornalista por formação. Enfrento todos os desafios que foram alertados na academia. E por que eu continuei mesmo com todos esses detalhes? Porque aprendi nesse contato com os mais diversos níveis sociais, na teoria e na prática, que jornalistas não podem mudar o mundo, mas podem ajudar as pessoas certas a entender a importância da mudança.

Written by Joel Minusculi

abril 7, 2010 at 1:46 pm

Prograva Viva Voz: Twitter

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Programa Viva Voz, sob o comando do professor Carlos Praxedes e acadêmicos de Jornalismo, veiculado na Rádio Univali FM 94,9. O programa sempre aborda assuntos atuais, com convidados e a participação do público. Um exercício bem interessante de debate e desenvolvimento de informação. O programa pode ser ouvido diariamente, pela internet, aqui.

Joel Minusculi
Que (ainda) não é especialista em tecnologia, mas gosta de falar sobre

Written by Joel Minusculi

setembro 9, 2009 at 10:06 am

Publicado em Tecnologia

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Xou da Xuxa no Twitter

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xuxatwitterEsse texto também foi publicado no twitterportugal

Que o Twitter se tornou um ótimo canal para as celebridades fazerem a manutenção de seus fãs, ninguém duvida. O que as pessoas que vivem na altura do altar da fama não esperavam era o impacto de suas ações no ninho do passarinho azul. A apresentadora brasileira Xuxa Meneghel descobriu isso da pior forma, ao entrar no serviço e, menos de um mês depois, abandoná-lo – por não achar que as pessoas merecem falar com ela ou sua filha.

Tudo começou no dia 3 de agosto, quando a Rainha dos Baixinhos anunciou o começo da aventura. Português impecável, boa aplicação de vocativos e vírgulas. Usou até reticências para continuar o assunto, já que 140 caracteres não foram suficientes para uma única mensagem. As letras alternaram entre maiúsculas e minúsculas, respeitando a gramática.

Até o dia 6 de agosto cada mensagem parecia uma “normal”, como um relato do dia-a-dia. Mas nessa data surgiu a primeira mensagem com o “jeitinho da Xuxa”: tudo escrito em letras maiúsculas, sem acentuação, reticências no lugar de vírgulas e um outro tom na mensagem, mais alegre e descontraído.

Não existe um padrão oficial para se escrever na internet. Tanto que há neologismos e miguxês sendo usados sem nenhuma forma de fiscalização. O que há são convenções, pequenas regras que respeitam o senso comum, para deixar o ambiente da web melhor. Um exemplo, bem recorrente, é que se uma pessoa escrever uma mensagem em caixa alta significa volume alto, grito.

O que aconteceu com Xuxa Meneghel é que seu status de celebridade não foi adequado com a imperfeição vista em seu perfil no Twitter. Muitos de seus seguidores (ou não) começaram a alertá-la sobre sua escrita. A loira, porém, quis ir contra seus mais de 90 mil seguidores. Tentou justificar sua maneira de se comunicar pelo “jeitinho”.

O Twitter proporciona a chamada interação mútua, que Alex Primo, resumidamente, define que acontece na troca de informações entre dois pólos “seus elementos são interdependentes, onde um é afetado, o sistema total se modifica”. Ou seja, tudo o que é colocado no Twitter pode ser desenvolvido de acordo com o julgamento dos receptores – que não têm um padrão definido de resposta – e pode sair do esperado pelo emissor.

Diferente da televisão, em que a resposta para as ações poderia demorar semanas ou serem filtradas por uma assessoria, Xuxa descobriu que as réplicas por Twitter são praticamente em tempo real. Além disso, todas as mensagens, boas ou não, chegavam até ela. Esse contato direto em massa, sem filtros, seguranças ou assessores, pode ter “Xocado” a Xuxa (com o perdão do trocadilho).

Quando Xuxa Meneghel afirmou que iria se adequar ao padrão, surgiu a hipótese de seu perfil ter sido iniciado por um “ghost writer” – detalhe pouco comentado. A letra então baixou, mas o ânimo dos tuiteiros de plantão ainda estava exaltado e vigilante sobre as ações da loira. Até o dia que Sasha, filha da Rainha dos Baixinho, enviou uma mensagem com um erro de português. Mais uma vez, Xuxa justificou, explicando que a filha tinha sido alfabetizada em inglês.

A Rainha dos Baixinhos não é a primeira celebridade que descobriu que há pessoas que podem não gostar dela ou de suas ações. Com esse exemplo, pode-se perceber certa padronização por senso comum no Twitter, em que devemos seguir a linha de idéias recorrentes, além de contabilizar seguidores. Além disso, mostra que as conseqüências de uma tuitada, até mesmo as mais banais, são proporcionalmente relativas ao tamanho da fama do emissor.

Xuxa Meneghel adiciona mais uma polêmica para seu hall de ações que não tem nada com seu “jeitinho”. Ela apagou a mensagem da filha e uma que usou um xingamento contra as retaliações. Seu perfil ainda existe, mas seu espaço no ninho do passarinho azul foi literalmente abandonado.

Joel Minusculi
Que dificilmente segue um famoso

Written by Joel Minusculi

agosto 31, 2009 at 6:32 pm

Publicado em Artigo, Twitter

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13º Distrito – Ultimato (B-13 – Ultimatum)

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Baixe o filme em formato RMVB Legendado – 370 mb – 106 min – Ação/Aventura

França. Cidade Luz, terra do croissant, do perfume ao invés do banho e dos malucos que pulam de prédio em prédio no Le Parkour. E é nesse último ponto que está o forte de 13º Distrito – Ultimato (B13 – Ultimatum, 2009, França), continuação do excelente (mas pouco conhecido) 13º Distrito. Ambos os filmes foram escritos pelo excêntrico Luc Besson, que consegue surpreender em cada cena de ação em ritmo alucinante. Nesse segundo filme, a direção fica a cargo do pouco experiente, porém não menos competente, Patrick Alessandrin.

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O ano é 2016. Esse futuro na França é marcado pela divisão social, em que os não cidadãos franceses e menos favorecidos são renegados a guetos, bairros cercados por muros, conhecido como B-13. Dentro dessa área quem manda são chefes de quadrilhas e máfias, cada um vivendo e administrando seus negócios em um canto. Até o dia em que um empresário quer construir um grande conjunto habitacional para ricos no B13, mas não pode pelo empecilho dos moradores.

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O empresário se torna conselheiros de segurança do presidente da França e arquiteta um golpe para colocar culpa nos moradores e “limpar” o B13. E para que seus planos dêem certo, ele tira de seu caminho Damien Tomaso, um policial eficiente com a justiça e com laços no B13. E para ajudar a libertar o policial e salvar seu bairro, entra na história o “malandro” e ágil Leïto. A partir disso começa uma corrida alucinante de saltos e esquivas para impedir o bombardeamento a destruição do bairro de Leïto e os excluídos.

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O argumento da história pode não ser dos mais originais, mas a construção e edição são pontos fortes que marcam o filme. Sem contar as extraordinárias cenas de ação interpretadas por David Belle e Cyril Raffaelli, dois artistas marciais mundialmente famosos por suas peripécias no Le Parkour (se você não os conhece, veja os vídeos no Youtube, pois o que os dois fazem no filme eles fazem na vida real…). Além disso, a o humor francês, um tanto estranho na primeira vista, dá toques bem particulares, que fogem do padrão de Hollywood.

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13º Distrito – Ultimato é o tipo de filme feito para a pura e simples diversão e que vale a pena. É a prova que bons filmes de ação não precisam chamar a atenção por milhares de explosões e milhares de litros de sangue jorrando, mas podem ser reconhecidos pelas habilidades dos protagonistas que a cada cena arrancam um “uau!” dos espectadores.

Trailer – B13 Ultimatum

Preste atenção nessa cena: até o Brasil entrou no filme. Preste atenção quando o presidente da França fala da zona que o seu país está.

Não leve em consideração: que os seguranças vão desarmados contra os caras, ao invés de atirar nos invasores do B13.

Joel Minusculi
Que, quando era menor, conseguia escalar o vão das portas (hoje, infelizmente, só degraus de escada)

Written by Joel Minusculi

agosto 17, 2009 at 11:33 pm

Publicado em Cinema, Download, Vídeo

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Reconfigurações da Imprensa no Webjornalismo Participativo

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No dia 13 de Julho defendi em banca meu Trabalho de Conclusão de Curso intitulado “Reconfigurações da Imprensa no Webjornalismo Participativo – uma análise do Leitor-Repórter, do diario.com.br”.  Graças a orientação do meu professor e mestre, Dr. Rogério Christofoletti, consegui a nota máxima de avaliação (apesar de muitos apontamentos feitos pela banca julgadora). Confira abaixo o resumo do trabalho e, em seguida, a íntegra do meu trabalho final. Se você é da área da comunicação, fique a vontade para usar em suas pesquisas (citatando a fonte, por favor) e divulgar. Se você não for, aproveite e aprenda um pouco mais sobre um fenômeno cada vez mais presente nos portais de notícias – que é a produção de conteúdo por pessoas “não profissionais”. Use os comentários para retificações, complementos e outras coisas que queira completar sobre o trabalho. Afinal, a idéia da internet é compartilhar e construir coletivamente (você pode salvar uma versão em PDF no seu computador clicando em “more” e depois “save document”).

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Joel Minusculi
Que pretende divulgar o quanto puder esse seu trabalho

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PS: Leiam com atenção os agradecimentos, na página 4.

Written by Joel Minusculi

agosto 7, 2009 at 8:01 pm

Como conseguir seguidores e alienar o público

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Piratasdotwitter

O Twitter no Brasil foi movimentado por mais uma campanha de top hashtag na noite de 29 de junho. Depois do movimento #chupa @aplusk, agora o alvo foi o ex-presidente e atual senador brasileiro José Sarney (DEM-MA). A palavra de ordem #forasarney estava relacionada com os escândalos relacionados ao político. Em mais um movimento coletivo, a hashtag de Sarney alcançou o segundo lugar nos trending topics. Dessa vez, diferente do caso #chupa (manifestação espontânea e popular), o #forasarney foi encabeçado por “celebridades” da mídia brasileira.

Um grupo de “celebridades” decidiu fazer mobilizações pelo Twitter, com a intenção de fazer suas idéias serem redistribuídas (retwittadas) e forçar a entrada de termos nos trending topics. Com isso foi criado o perfil coletivo no Twitter chamado “Os Piratas”, que conta com a participação do ator Bruno Gagliasso, o cantor Junior Lima (da extinta dupla Sandy & Junior), o apresentador do “CQC” Marco Luque, o também apresentador do programa “Pânico” Rodrigo Vesgo, o amigo dele Pedro Tourinho e o VJ da MTV Felipe Solari.

A primeira ação do grupo começou às 22h30 minutos no dia 29 de junho e contou com a adesão de milhares de tuiteiros do Brasil – muitos deles fãs que migraram atrás dos ídolos no mundo online. Além de conseguir colocar o #forasarney em segundo lugar nos trending topics até 1h do dia 30 de junho, as “celebridades” ganharam espaço em sites de fofocas e que acompanham suas vidas.  Além disso, milhares de perfis de pessoas “comuns” mudaram seus avatares para a bandeira “pirata” e replicaram os twittes dos famosos.

O fervor nas quase três horas de movimentação pelo #forasarney foi tão grande, que as “celebridades” brasileiras começaram a apelar entre elas e para as internacionais. Nessa hora, @aplusk foi rogado como um santo em uma decisão de campeonato de futebol. Teve de tudo: gente usando credencial de VJ da MTV, outros fazendo discurso ideológico e até quem apelou para o poder de influência do astro americano. O detalhe foi que @aplusk não se comoveu pelos do movimento e justificou de uma maneira simples: nada disso interessava para ele e quem deveriam se mobilizar eram os brasileiros por conta própria – foi quase como se @aplusk tivesse direcionado um #chupa educado aos @twpiratas. E ainda teve gente que achou o cúmulo alguém de fora do país, que não sabe quem é José Sarney, não ter usado sua influência para divulgar uma hashtag que só diz respeito ao Brasil.

É interessante perceber o poder de alcance dessas “celebridades”, ao ponto de qualquer coisa que escrevem ser replicada no Twitter milhares de vezes. Manipular as hashtags foi encarado como um jogo por aqueles que deveriam usar sua influência para construir redes sociais empenhadas, independente da posição da palavra de ordem. Enquanto isso, milhares de pessoas “comuns” seguiram cegamente os dizeres de seus “ídolos”. Dessa vez o alvo, #forasarney, não tinha muitos motivos para se defender (pois cada vez mais mostra-se culpado). Mas o que será da reputação do conteúdo das redes sociais quando essa brincadeira causar um dano sério?

Joel Minusculi
Que não gosta de gente que quer brincar, mas não sabe como e inventa as próprias regras

Written by Joel Minusculi

junho 30, 2009 at 6:07 pm

Publicado em Artigo, Opinião, Twitter

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